“Glowing Hollow” estreia-se em Ovar com 333 pessoas, música eletrónica, surf e uma regra: desligar o telemóvel

Festival realiza-se entre 28 e 30 de agosto num terreno familiar em Ovar e junta música, campismo, natureza, surf e yoga. Lotação está limitada a 333 participantes.
Ovar recebe, entre 28 e 30 de agosto, a primeira edição do Glowing Hollow, um novo festival que pretende juntar música eletrónica, campismo, natureza e atividades ao ar livre num espaço familiar, com uma lotação máxima de 333 pessoas.
Criado por Filipe Borges, o festival nasceu de uma ideia que começou a ser preparada há mais de um ano: criar uma ocasião para juntar amigos e pessoas próximas sem ser necessária uma celebração tradicional para o fazer.
“O Glowing Hollow começou como uma recusa: a de esperar por uma ocasião para juntar as pessoas de quem gostamos”, explica o fundador, que descreve o conceito como um convite para “brincar mais vezes com quem amamos, enquanto há tempo”.
A iniciativa decorre num terreno que pertence à família de Filipe Borges há quatro gerações, procurando assumir uma ligação direta ao território onde acontece.
A organização aposta ainda em fornecedores e equipas locais e pretende que os participantes que chegam de outras zonas do país ou do estrangeiro tenham contacto com Ovar para além do recinto do festival.
Música pela noite dentro
A programação musical concentra-se num único palco e atravessa diferentes vertentes da música eletrónica, do French house ao UK club, techno e drum and bass.
Ao todo, são 16 artistas distribuídos pelos dois dias de programação. Na sexta-feira, 28 de agosto, passam pelo palco Joe Can’t Dance, HowardHands, Kindergarten, Ovrtic, Rotary Evaporator, Rabiatch, Vinni e ERNA, enquanto no sábado atuam Radio Plaisir, Loj, MJ Askan, Doctor You Kay, Ravl, Juste S, Frontiera e Tanhloub.
As noites prolongam-se através de sessões de open decks, com música prevista até de madrugada.
Do campo para o Atlântico
A proximidade da praia do Furadouro é outro dos elementos que a organização quer integrar na experiência.
Durante o dia, os participantes poderão deslocar-se até ao Atlântico para sessões de surf dinamizadas pela Golden Waves, enquanto as manhãs de sábado começam com uma sessão de yoga ao ar livre, debaixo das árvores.
A alimentação será assegurada através de uma cantina comunitária, com almoço, jantar e ceia da madrugada, incluindo opções vegetarianas e vegan.
Um festival onde o telemóvel fica em segundo plano
Uma das particularidades do Glowing Hollow estará logo à entrada do recinto.
Filipe Borges, vareiro que tem corrido mundo na organização de festivais de música, em Ovar quer mesmo reencontrar velhos amigos introduzindo um elemento: pretende que os participantes escolham uma personagem e se vistam de acordo com essa ideia, incluindo elementos que brilhem.
Mas há outra regra pouco habitual: os telemóveis terão um autocolante sobre a câmara à entrada.
A proposta passa por reduzir a utilização dos equipamentos durante o festival e incentivar os participantes a viverem o momento sem estarem constantemente preocupados em fotografar ou filmar.
A organização quer que o registo do evento fique sobretudo a cargo dos profissionais acreditados, permitindo aos restantes participantes “simplesmente estar presentes”.
Primeira edição limitada a 333 pessoas
O Glowing Hollow tem uma lotação máxima de 333 participantes, número escolhido deliberadamente pela organização.
O campismo abre às 10h00 de sexta-feira e permanece disponível até às 17h00 de domingo. O programa arranca oficialmente na tarde de sexta-feira e prolonga-se até domingo de manhã.
A organização disponibiliza ainda passes que incluem campismo e yoga.
Com uma escala deliberadamente limitada e uma programação que cruza música, natureza, surf, gastronomia e arte, o Glowing Hollow apresenta-se como uma nova proposta para o final do verão em Ovar, procurando transformar um terreno familiar num ponto de encontro temporário entre pessoas, cultura e território.






