
O caudal do rio Cáster, no centro da cidade de Ovar, está a subir continuamente desde a madrugada desta terça-feira.
As águas correm turvas com alguma violência, alagando as margens, nomeadamente, o Parque Urbano, e estão a chegar às casas da Rua Alexandre Herculano. Cerca de uma dezena de viaturas ficaram parcialmente submersas junto ao Edifício Rainha, no centro da cidade.
O presidente da Câmara, Domingos Silva, informou que duas famílias tiveram já de ser realojadas. “Foi tudo muito rápido, em cerca de dez minutos o rio subiu muito e não deu tempo”, disse à reportagem da SIC, aludindo ao reforço da barreira em “tout venant” pra impedir o avanço das águas.
Também junto ao Cáster foram evacuadas “duas casas ribeirinhas”, em concreto uma instalada num moinho de água e outra que, embora com traça tradicional, também está próxima do rio.
Quanto à circulação rodoviária, João Paulo Marques, comandante dos Bombeiros Voluntários de Ovar, informou que se tem procedido a alguns “cortes temporários de estradas, devido a lençóis de água”, o que é mais frequente nos troços da Estrada Nacional (EN) 109 que atravessam as freguesias de Válega e Arada, dada à depressão do terreno.
Estas são imagens recolhidas hoje que fazem lembrar as grandes cheias em Ovar, ocorridas em março de 2001, que paralisaram o centro da cidade, inundaram comércios e causaram uma vítima mortal devido ao transbordo do rio Cáster.
Eventos de pluviosidade intensa, como em 2014 e janeiro de 2025, provocaram inundações repetidas, com destaque para a zona industrial, o Largo da Poça e o Furadouro.
Aquele foi o evento mais severo de que a população se recorda, quando as águas do rio Cáster, carregadas de lama, submergiram o centro histórico, destruíram viaturas na rua Elias Garcia e causaram estragos significativos no comércio local.
A Proteção Civil e os Bombeiros de Ovar estão no terreno, mas é importante seguir os conselhos e os avisos de precaução emanados pelas autoridades, já que os avisos meteorológicos apontam para mais chuva nas próximas horas e dias.
Condições Meteorológicas Adversas
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para o agravamento das condições meteorológicas, com previsão de chuva, vento forte e agitação marítima.
Tendo em conta a possibilidade de cheias e inundações, sobretudo em zonas historicamente mais vulneráveis, recomenda-se à população a adoção de comportamentos preventivos e a atenção às informações das autoridades competentes.













