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A ansiedade de quem trabalha em áreas essenciais fora do concelho

O vice-presidente da Câmara de Ovar, domingos Silva, assegurou que o Município está a analisar a situação dos residentes que diariamente têm de trabalhar noutros concelhos, em actividades consideradas essenciais.

No mesmo espírito, esses receios também se aplicam aos cidadãos que, vivendo noutros territórios, diariamente vão cumprir horário nos negócios ditos essenciais do município sob quarentena

“O Governo tem estado sempre a alterar o decreto-lei [que determina os termos da quarentena associada ao estado de calamidade] e essa é uma questão que ainda estamos a analisar”, disse à Lusa o autarca.

Segundo ele, a dificuldade prende-se com os argumentos apresentados por cada uma das partes envolvidas. Por um lado, as tais saídas e entradas desvirtuam o princípio da quarentena e podem facilitar que pessoas infectadas assintomáticas estejam a disseminar o novo coronavírus; por outro, “as empresas dizem que sem esses funcionários não têm como laborar e deixam de poder assegurar o tal serviço de primeira necessidade”.

Domingos Silva concorda que a questão “é importante” e reconhece que a solução passa por levar as empresas a pensarem em formas de “substituir temporariamente os trabalhadores” cuja actividade laboral colida com o princípio da quarentena geográfica, mas afirma: “Ainda estamos a ver isso com o Governo”. (Lusa)

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