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“A salvaguarda de um património e uma homenagem à comunidade piscatória”

 

Num encontro com as comunidades de pescadores locais (Esmoriz, Cortegaça, Furadouro, Torrão do Lameiro), um “sim” unânime e convicto foi a resposta à pergunta do presidente da Câmara Municipal de Ovar: “Querem candidatar a Arte-Xávega a Património Cultural Imaterial de Portugal?”.

E estava dado o primeiro, de muitos passos, que constituirão o processo de organização da candidatura, e que contou com os aplausos de todos, incluindo da mesa, constituída por Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal de Ovar, Leonor Lêdo Fonseca, da Comissão de Protecção da Arte-Xávega e Vereadora da Câmara de Espinho, e Alfredo Pereira Marques, do Centro de Estudos do Mar.

Para Salvador Malheiro, “este é um dia importante para mim e para o Município de Ovar, pelo simbolismo, pelo reforço da identidade local, afirmação e atração do nosso território e do nosso património. Avançar com esta candidatura é ainda um reconhecimento público e uma homenagem a toda uma comunidade que tem sido esquecida e que foi decisiva para o desenvolvimento do nosso município.

A todos os que estavam no Posto de Turismo do Furadouro, “aos que não estão e aos que já partiram, prestamos uma homenagem pública”.

O edil adiantou que as comunidades piscatórias do concelho precisam de ações no terreno que promovam a sua qualidade de vida. “Por exemplo, no âmbito dos novos quadros comunitários, a Câmara Municipal de Ovar e quatro municípios da Região de Aveiro têm um projeto de 2,7 milhões de euros direccionado para as actividades piscatórias, seja através da requalificação das zonas piscatórias, da melhoria dos pontos de vendagem, da melhoria das condições de segurança dos pescadores que “se fazem ao mar”, entre outros”.

Paralelamente, continuou, “estamos a melhorar as condições habitacionais destas comunidades, recentemente inauguramos um novo conjunto em Esmoriz e prevemos a requalificação integral do Conjunto Habitacional do Furadouro”.

O autarca referiu ainda que é preciso olhar para o futuro com esperança e “todos juntos vamos elevar e defender a Arte-Xávega”.

Tecnicamente, para se avançar com um processo de patrimonização, o primeiro ponto é a manifestação de uma intenção, claramente dada neste encontro. Segue-se agora um período de recolha de dados, fotografias, vídeos, áudios, depoimentos e outros, que integrarão a matriz da candidatura.

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