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Aconteceu folia porque tristezas não pagam dívidas

A cidade de Ovar viveu mais um domingo glorioso de Carnaval, porque o povo diz, e com razão, que tristezas não pagam dúvidas. Muito público e um céu clemente, permitiu um corso espectacular a fazer jus ao melhor Carnaval de Portugal.

A abrir a escola de samba Juventude Vareira desfilou com o enredo Bang Bang, na melhor tradição dos musicais do West End londrino. Logo depois, ficamos todos confundidos com mais uma escola de samba. Mas não. Eram os Zuzucas com Unidos da Ponte da Varela em formato de samba enredo de homenagem à Ria de Ovar. Os Marroquinos  brincaram com os petizes que choravam e faziam xixi para a mamã lhes dar o que eles queriam.

As Barulhentas recuaram até à corte francesa de Luis XVI, com muitos doces e alegria, logo seguidas dos Marados, com barcos de vela feitos de guarda-chuvas gigantes de pernas para o ar e dos Não Precisa com a maquete pamplónica inspirada na feira de San Fermin.

Mais uma dose de samba com um ponto acrescentado aos contos dos kan-kans e os Pierrots que trocaram os pés pelas mãos aos palhaços brincalhões. Os Bailarinos de Válega trouxeram um desfile (quase) etnográfico do concelho em formato carnavalesco, enquanto os Hippies participaram numa aula de Zumba nos intervalos de se dedicaram à caneca.

As Joanas do Arco da Velha vieram com “tutti” para a rua, as Carrucas caçaram fantasmas e a escola de samba Costa de Prata disseram Hak Una Matata num samba gingão, imediatamente antes dos cowboys de charuto dos Condores.

Os Levados do Diabo acompanharam “A Viagem do Caracol e do Dente de Leão”, as Palhacinhas também viajaram mas até às highlands escocesas e os Pinguins andaram aflitos a apagar fogos.

Os Garimpeiros até o Fernando Mendes meteram na camioneta a tempo de apanhar um susto com a Charanguinha, que antecedeu os Catitas com “Soube(n)ir a Ovar”, com hino roqueiro.

E quando a noite caiu e ninguém via nada quer na bancada quer no peão, a bitola dos Vampiros iluminou o corso, assim como as medusas das Melindrosas, mas o mais luminoso foi o vencedor da corrida protagonizada pelos Pindéricus. A fechar e defender o título, os Xaxas mostraram que é possível manterem-se sempre em pé.

Na próxima terça-feira há mais e se der tempo é preciso remediar e reflectir, porque mudar para pior é tempo perdido.

 

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