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Acusação do MP para o crime que chocou Esmoriz

Segundo a acusação do Ministério Público, Arminda Monteiro, 57 anos, tinha confessado ao filho que o companheiro assumira um comportamento agressivo e desconfiado desde que ela tinha arranjado um trabalho. E isso motivou a que pedisse o divórcio.

Confidenciou, ainda, que Manuel Rodrigues, de 80 anos, tinha passado a limpar diariamente à sua frente a espingarda caçadeira, para a intimidar.

Assustada, a mulher escondeu-lhe uma peça da arma, acreditando que dessa forma estaria segura. De nada lhe valeu. Foi assassinada com dois tiros à queima-roupa.

O crime ocorreu a 31 de julho de 2020. Arminda foi atingida com um disparo na cara e outro no abdómen, mesmo em frente ao edifício onde trabalhava, em Esmoriz, Ovar.

O Ministério Público (MP) diz que Manuel agiu na “prossecução de um desígnio” para tirar a vida à mulher, com quem estava casado há apenas um ano, mas com quem manteve uma relação durante 15 anos.

Disposto a matá-la, fez-lhe uma espera. Mal a vítima saiu à rua, e sem qualquer palavra, apontou-lhe a arma à cabeça, a curta distância, e disparou. Depois, atirou na zona abdominal. Foi preso por populares.

Aos amigos e familiares, Arminda confidenciou na rede social Facebook que estava assustada com o marido. “Ele tem na cabeça que eu tenho amantes. Devias ver os olhos dele, parecia que tinham fogo. Vou dormir com a porta fechada hoje”, escreveu em várias mensagens na internet, entre maio e junho de 2020.

Ciumento, por Arminda “passar muito tempo fora de casa“, Manuel Rodrigues passou a controlar-lhe o Facebook, o telemóvel e o computador. Está acusado de homicídio qualificadoviolência doméstica e posse de arma proibida.

O suspeito está preso na cadeia de Aveiro.

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