publicidade
Saúde

Alargado o número de camas dos cuidados intensivos no Hospital Gaia/Espinho

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) revelou esta segunda-feira que decidiu expandir o número de camas em cuidados intensivos dedicadas à Covid-19, passando de 21 para 30 camas, um alargamento para “antecipação da procura”.

“Dada a situação epidemiológica atual, o CHVNGE decidiu hoje expandir o número de camas de cuidados intensivos para doentes infetados com Sars-CoV-2, antecipando um aumento da procura”, refere informação desta unidade hospitalar enviada à agência Lusa.

À data, o CHVNGE conta com 93 internados, dos quais 17 internados em cuidados intensivos.

Segundo fonte do hospital, “no pico da primeira vaga, o CHVNGE contou com 90 internados em simultâneo, no máximo”.

Até levar a cabo este alargamento, o Hospital de Gaia/Espinho contava com 21 camas em cuidados intensivos para dar resposta a doentes infetados com o novo coronavírus, o que significa que hoje a capacidade nesse internamento de doentes críticos atingiu uma taxa de ocupação superior a 80%.

“De forma a dar resposta ao aumento crescente e exponencial de doentes infetados com covid-19, o gabinete de crise, constituído para dar resposta à pandemia, decidiu ampliar o número de camas de cuidados intensivos para doentes covid (…) passando a ter uma lotação de 30 camas exclusivas para infetados com o novo coronavírus”, refere a informação remetida à Lusa.

O CHVNG/E frisa que “esta decisão terá impacto na atividade assistencial regular, sendo previsível, assim, o adiamento de atividade programada”.

“Reiteramos a necessidade de todos, individualmente, contribuírem de forma positiva para que em conjunto seja possível ultrapassar esta nova vaga: limitar os contactos sociais, utilização de máscara, higienização das mãos e cuidados de etiqueta respiratória são medidas que fazem a diferença. Os casos suspeitos e os casos identificados como positivos deverão manter-se em isolamento em casa e evitar qualquer contacto”, lê-se também na informação do hospital.

O CHVNG/E tem em curso a construção de uma ala dedicada a cuidados intensivos.

A 07 de outubro, em entrevista à agência Lusa, o presidente do conselho de administração do CHVNG/E, Rui Guimarães, referiu que a obra decorre “em tempo recorde” e que terá, numa lógica de ‘open space’ (espaço aberto), 18 camas de nível 3 e 10 de nível 2, estas com a possibilidade de passar ao nível superior se necessário.

O investimento, que ronda os 3,3 milhões de euros, já fazia parte da fase C de obras do plano de reestruturação do CHVNG/E, mas foi antecipado.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.544 em Portugal.

Lusa

Publicidade

Artigos Relacionados

GUIA DO CARNAVAL DE OVAR 2026
Botão Voltar ao Topo