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Ambientalistas acusam ICNF de atingir o “grau zero” da gestão florestal

A associação ambientalista Campo Aberto acusou o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) de violar boas práticas silvícolas, atingindo o “grau zero”, ao protagonizar uma “verdadeira destruição” do Perímetro Florestal das Dunas de Ovar.

“O corte raso, que afeta árvores, arbustos e outra vegetação, é o grau zero da gestão florestal, uma verdadeira destruição, ou seja, o oposto de qualquer prática de silvicultura que tenha em conta a sustentabilidade”, afirma a associação ambientalista do Porto em nota enviada aos subscritores da sua ‘mailing list’ e hoje facultada à agência Lusa.

A nota apela à subscrição de um abaixo-assinado contra este abate, intitulado ‘Salvem o Perímetro Florestal das Dunas de Ovar’, que hoje regista mais de 15 mil adesões.

Em causa está o corte de 250 hectares de pinheiro-bravo do Perímetro Florestal das Dunas de Ovar, no distrito de Aveiro, numa operação que se prevê decorrer até 2026 entre as praias de Esmoriz e do Torrão do Lameiro.

“Julgar-se-ia que o ICNF existe para proteger as florestas, não para as dizimar”, mas “é sob a batuta do ICNF que está em curso um plano que visa desflorestar o Perímetro Florestal das Dunas de Ovar, com o corte raso por fases, até 2026, de cerca de 250 dos 300 hectares de uma plantação histórica que já teve cerca de 600 hectares”, afirma a Campo Aberto.

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Ambientalistas acusam ICNF de atingir o “grau zero” da gestão florestal em Ovar

 | Norte
Porto Canal com Lusa

 

Porto, 30 jan 2021 (Lusa) – A associação ambientalista Campo Aberto acusou o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) de violar boas práticas silvícolas, atingindo o “grau zero”, ao protagonizar uma “verdadeira destruição” do Perímetro Florestal das Dunas de Ovar.

“O corte raso, que afeta árvores, arbustos e outra vegetação, é o grau zero da gestão florestal, uma verdadeira destruição, ou seja, o oposto de qualquer prática de silvicultura que tenha em conta a sustentabilidade”, afirma a associação ambientalista do Porto em nota enviada aos subscritores da sua ‘mailing list’ e hoje facultada à agência Lusa.

A nota apela à subscrição de um abaixo-assinado contra este abate, intitulado ‘Salvem o Perímetro Florestal das Dunas de Ovar’, que cerca das 10:30 de hoje registava 15.873 adesões.

Em causa está o corte de 250 hectares de pinheiro-bravo do Perímetro Florestal das Dunas de Ovar, no distrito de Aveiro, numa operação que se prevê decorrer até 2026 entre as praias de Esmoriz e do Torrão do Lameiro.

“Julgar-se-ia que o ICNF existe para proteger as florestas, não para as dizimar”, mas “é sob a batuta do ICNF que está em curso um plano que visa desflorestar o Perímetro Florestal das Dunas de Ovar, com o corte raso por fases, até 2026, de cerca de 250 dos 300 hectares de uma plantação histórica que já teve cerca de 600 hectares”, afirma a Campo Aberto.

Em nota no seu sítio de internet, a Câmara Municipal de Ovar referiu que se trata de procedimento previsto no Plano de Gestão Florestal deste perímetro, “da responsabilidade do ICNF”, que integra “ações de gestão como resinagem à morte [de caráter intensivo, porque a extração de resina se faz a curto prazo e nos quatro anos que antecedem o abate dos pinheiros], cortes culturais, cortes finais, controlo de invasoras, limpeza de povoamento e plantação”.

Acrescenta que o plano foi submetido a discussão pública em 2016, “não havendo qualquer proposta de alteração”.

Em esclarecimentos já prestados à agência Lusa, o ICNF disse que parte da zona de Ovar onde o abate tem sido criticado será afeta ao ténis.

Na área restante, para já não está prevista a plantação de pinheiros ou quaisquer outras espécies por mão humana.

“Dadas as características biofísicas e condições biológicas do povoamento, dar-se-á prioridade ao aproveitamento da regeneração natural — que, em regra, apresenta bons resultados na área em questão — e seguir-se-ão os trabalhos de silvicultura necessários para garantir o adequado desenvolvimento das novas árvores”, afirmou o ICNF, admitindo que só após avaliar o curso da recuperação espontânea equacionará a eventual necessidade de outro processo.

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