Política

Antes de Abril era tudo a preto e branco

O escritor vareiro Carlos Nuno Granja convidou Elisabete Figueiredo, do Departamento de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da Universidade de Aveiro (UA) para a sessão do 25 de Abril da União das Freguesias de Ovar (UFO).
O mote foi lançado pelo próprio Carlos Nuno Granja quando disse ser ele próprio “um produto pós-25 de Abril”. Não tendo vivido o acontecimento, muitos jovens, tal como ele, “não têm ideia do que foi e é o 25 de Abril”.
A investigadora da UA pegou no tema e confessou que, para ela, o 25 de Abril é “a conquista da paz, pão, são, educação e habitação”.

Quando a revolução aconteceu ela já tinha 7 anos, mas também considera que quem nasceu depois não sabe bem o que representou. “Tenho uma sobrinha que diz que antes do 25 de Abril era tudo a preto e branco por causa das fotografias daquele tempo”. “E era”.

Elisabete Figueiredo recordou que “o regime manifestava-se através da censura, porque não se podia falar ou pensar livremente”. “Há quem defenda que devia aparecer um novo Salazar, mas eu discordo”, disse, no entanto, mostrou-se apreensiva relativamente ao que chamou de “retrocesso a vários níveis, devido á situação que vivemos hoje”. No seu caso particular, contou com tristeza que recebe emails “muitos tristes de alunos que desistem de estudar porque não tem dinheiro para o passe, para a alimentação ou para o quarto”.

A sessão abriu com as intervenção de Bruno Oliveira, presidente da UFO, Domingos Silva, vice-presidente da Edilidade, Pedro Braga da Cruz, presidente da Assembleia Municipal de Ovar, e José Fragateiro, presidente da Assembleia da UFO.
Houve ainda lugar para a música através das vozes de Helena Rocha e Fabiana Branco, foi exibido o documentário “Portugal Esquecido” e Alice Resende leu um poema de sua autoria e José Ferreira declamou poesia de Ary dos Santos e Natália Correia.

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