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Apoios excepcionais para apoios de praia afectados pelo mau tempo

A Turismo Centro de Portugal (TCP) apresentou ontem, na praia do Furadouro, em Ovar, as Linhas Extraordinárias de Financiamento para Apoios de Praia afectados pelas intempéries de Janeiro e Fevereiro.

Numa iniciativa conjunta da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, que teve o apoio da Câmara Municipal e da União das Freguesias de Ovar, foi anunciado um programa financeiro para a recuperação das estruturas danificadas pela fúria do mar, ao abrigo da Linha de Apoio à Qualificação da Oferta que, segundo Luís Coito, da TCP, foi “adaptada à requalificação de apoios de praia danificados pelas últimas intempéries”.

O objectivo é promover a reconstrução e requalificação de todos os apoios de praia atingidos pelo mau tempo.
Segundo o técnico da TCP, podem candidatar-se a esta linha de crédito, as PME e grandes empresas do sector do Turismo, que podem ainda candidatar obras de ampliação e relocalização do referido apoio.

Se for aprovado, o projecto recebe 75 por cento do montante elegível máximo, dividido em duas partes iguais de 50 por cento para a TCP e para a banca. No caso das grandes empresas, a banca financiará 60 por cento e a TCP o restante.

As vantagens são várias, desde o montante elevado de financiamento, passando juros por preços Euribor a 6 meses, propostos pelo TCP, enquanto os bancos oferecem juros à taxa que resultar da análise do risco. O prazo de reembolso também é atractivo: 10 anos com um período de carência de 3 anos.
O TCP garante uma resposta sobre a viabilidade do projecto num prazo máximo de cinco dias, sendo que “a aceitação e elegibilidade dos trabalhos são aprovados desde que o investimento não se encontre concluído”.

Pedro Machado, presidente da TCP, lembrou que a escolha do local do anúncio “não foi por acaso, pois acompanhei tudo o que se passou aqui e ainda o cordão humano do último sábado”. Agora, “espero que o Governo dê a atenção que esta situação merece”, alertando que os vectores fundamentais para haver turismo são praia, sol e mar. Em representação da Câmara Municipal de Ovar, Domingos Silva, garantiu que “temos batido à porta de todas as entidades que nos possam valer”, esperando que as obras se iniciem, no máximo, dentro de um mês.

Em representação da AHRESP e da União das Freguesias de Ovar (UFO), Salomé Costa, sublinhou o carácter excepcional da linha de financiamento apresentada, numa oportunidade única para os concessionários de apoios de praia procederem às obras a tempo da época balnear. “Na UFO estamos disponíveis para ajudar no que for possível e encaminhar os interessados”, informou.

Salomé Costa considera muito importante a realização da sessão na Praia do Furadouro, porque “se tivesse sido em Lisboa ou Aveiro, como estava inicialmente previsto, os principais interessados da nossa região poderiam ficar sem ter conhecimento dos mecanismos agora criados excepcionalmente e que são bastante atractivos”.

A autarca, que também é Delegada da Região de Aveiro da AHRESP, lembra, no entanto, “que muitos dos projectos, ao passarem pelos bancos, ficarão pelo caminho, mas se o financiamento for inicialmente aprovado pelo TCP, a dificuldade diminui”.

Foi a própria Salomé Costa quem pediu a realização da sessão na Praia do Furadouro, “por uma questão de proximidade e para trazer um foco acrescido para a nossa praia que tanto tem sofrido”. Por outro lado, considera, “muitos dos apoios de praia existentes terão que se remodelar para se tornarem mais atractivos para os turistas que nos visitam e achei que esta era uma excelente oportunidade para os nossos concessionários tomarem conhecimento das condições excepcionais que estão a ser oferecidas”.

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