Opinião

Aproveitem, a sério! – Ricardo Alves Lopes

Pouco me apraz falar no meu querido mês de Agosto, porque me remete para o final das férias, para o sol a pôr-se na Azurreira e no Furadouro, quando já nem os tão badalados Sunsets sucedem. Mas, agora, apetece-me falar no meu querido mês de Setembro.
Ainda será mês de sol, ou assim espero, ainda me trará alguma modorra que tanto anseio, mas também será mês de letras. Não minhas, mas de quem tão bem as trata – na oralidade e na escrita. Setembro é mês de Festival Literário de Ovar, de 3 a 6 de Setembro, marquem aí.

Custa-me que não seja um evento mais divulgado, como não são os À Palavra no Museu, mas eu, no pouco espaço de visibilidade que tenho, tento sempre que ele não fique esquecido. É claro que será um certame muito virado para os que encontram na leitura um mundo paralelo, que lhes permite viver várias vidas dentro da sua. Enriquecer-se, não coscuvilhar. Para outros será também isto válido na música, na pintura, no cinema. Seja no que for, é válido e de salutar. Porém, agora, neste instante e quando a data está tão próxima, gostaria de lançar um desafio a todos, sejam leitores mais assíduos ou não: passem por uma, ou várias, das maravilhosas mesas de discussão que terão ao vosso dispor. Ali, não se estarão a escrever livros, nem a ler, apenas a conversar. E a oportunidade de conversar com pessoas que vêem o mundo pela lente afinada duma caneta, poderá ser o incentivo que vos falta para a leitura. Ou, não sendo, poderá ser uma tarde muito bem passada, na presença de pessoas que observam o mundo com um olhar diferente do vosso, que o sentem de forma dissemelhante e que ainda o vivem de modo mais distante. Só pode ser enriquecedor, gostem ou não de livros.

Os escritores não falam só de livros ou autores: falam do mundo. O mundo onde todos vivemos, mas que muito poucos percebemos.
A sério, aproveitem esta oportunidade. O Festival até terá algo que, arrisco, sem certezas, será inédito: a possibilidade dum jantar com os escritores. É tudo à grande, mas não num modo de imperialismo. É tudo à grande num modo de experiência, de sensações, de partilhas e emoções. A sério, aproveitem.
Está tudo aqui:

Para terminar, não excluindo absolutamente nenhum do mérito que a CMO, a União de Freguesias e outras entidades, como o Museu de Ovar, têm nesta iniciativa, como noutras ligadas à literatura, tenho que destacar o nosso enorme Carlos Nuno Granja. Mais uma vez, não destaco a grandeza da dimensão. Ou melhor, destaco. Destaco a grandeza da dimensão da sua ambição e da sua coragem de colocar a nossa cidade no mapa das letras, seja com a sua obra, seja com as obras e autores que cá nos traz.
Em meu nome – e certamente em nome de todos o que apreciam a cultura nesta nossa cidade: Obrigado, Carlos Nuno Granja.
Ricardo Alves Lopes (Ral)
Tempestadideias.wordpress.com
www.ricardoalopes.com

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