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Artistas locais apresentam espectáculo criado em confinamento

Volvidos mais de cinco meses, cinco artistas locais – João Martins, Ivo Pinho, Inês Tartaruga Água, Filipe Moço e Laura Rui – juntam-se pela primeira vez ao vivo para apresentar “Passa a Outro e Não ao Mesmo”, este sábado, dia 17 de outubro, pelas 22 horas, no Centro de Arte de Ovar.

Ivo Pinho, um dos músicos que integram o projecto, desvenda como estão a correr as últimas horas antes da estreia: “Os ensaios estão a ser um momento de criação desafiante, dado o contexto musical variado em que cada músico se insere”. A parte audiovisual, salienta, “está a ser elaborada de forma pormenorizada, com o objectivo de se encontrar em perfeita simbiose com a música e de dar aos espectadores uma experiência marcante”.

Quando subirem ao palco, este sábado, “podemos esperar do espectáculo um misto de sensações, tendo como fundo música escrita e música improvisada que será escutada de uma forma surpreendente”, adianta ainda.

Em pleno período de confinamento, nasceu o projecto “Passa a Outro e Não ao Mesmo”, uma obra sonora e visual que surge da encomenda dirigida a cinco músicos locais que, através de uma residência artística colectiva à distância, colocaram em prática os seus métodos de improvisação enquanto estímulo criativo em tempo atípico e cinzento, revelando-se um desafio aliciante. “O próprio grupo e metodologia foram fruto da condição de confinamento, que terá também conduzido à criação de todo o espetáculo num dado sentido”, acrescenta Ivo Pinho, ao nosso jornal.

Seguindo uma lógica de composição em cadeia, cada músico gravou o seu próprio fragmento sonoro passando ao próximo, que o acolheu e prolongou, culminando com a soma de todas as partes, incluindo o vídeo criado exclusivamente para o projeto, e que teve a sua apresentação online no dia 1 de maio.

Chega agora o momento da tão ansiada e desejada apresentação ao vivo, à qual se junta uma performance de Ana Guilherme Ruano. Preparem-se para uma viagem sonora e visual muito especial, que ficará na memória de todos.

Em nome dos músicos envolvidos, Ivo Pinho agradece ainda “o convite ao João Palavra, produtor do CAO, que foi o responsável pela concepção do projecto”.

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