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Baile de Máscaras revive encontros dançantes “glamorosos”

A Câmara Municipal de Ovar promove no sábado a primeira edição do “Baile de Máscaras” com que se propõe introduzir no programa do Carnaval a antiga tradição dos encontros dançantes “glamorosos”, com orquestra ao vivo e fantasia obrigatória.

“Queremos recuperar a prática dos antigos bailes de máscaras que tinham um ambiente mais glamouroso e requintado, a lembrar o estilo de Veneza, e que deixaram de realizar-se com o passar dos anos”, disse à agência Lusa Alexandre Rosas, o vereador que coordena a programação do Entrudo vareiro.

O objectivo é assegurar ao programa anual das festas um leque de opções que seja “realmente para todos os gostos e todas as idades” e não se limite a momentos de dança ao ar livre.

Para esse efeito, o baile a realizar no salão da Escola de Artes de Ofícios de Ovar tem como requisito de participação a compra de um bilhete e a comparência em traje carnavalesco, de escolha livre.

“A máscara é obrigatória, mas o estilo fica ao critério de cada um”, realçou Alexandre Rosas.

“Para quem não tiver fantasia ou não conseguir arranjar uma a tempo, a organização também disponibiliza um bilhete especial que inclui um ‘dominó'”, acrescentou o vereador em referência à túnica preta que há décadas integra o guarda-roupa etnográfico local.

Com mangas e capuz, em sarja, cetim ou veludo, esse traje terá sido inspirado nas personagens clássicas da “commedia dell’arte” italiana, entre as quais se incluem as figuras mais conhecidas de Pierrot, Arlequim e Columbina, e sempre teve como objetivo assegurar o anonimato dos foliões. Com dominó o bilhete custa 30 euros e sem dominó apenas 10, e inlui sempre uma bebida.

“Na compra desse bilhete especial, cada participante no Baile de Máscaras fica na posse de um dominó que, depois, nos anos seguintes, pode decorar a seu gosto, para continuar a passar despercebido entre as outras pessoas, se for essa a sua intenção”, ironizou Alexandre Rosas.

Com dominó ou outra fantasia, o novo baile tem capacidade para cerca de 200 pessoas e irá decorrer ao som de música interpretada ao vivo por uma orquestra de 30 elementos. O repertório incluirá o que o vereador descreve como “os clássicos alusivos ao Carnaval”.

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