Política

BE contra encerramento de meios do INEM

A restruturação de meios do INEM pode passar pela redução de horários de algumas ambulâncias de emergência médica (AEM) e pelo encerramento de uma outra ambulância.

Essa restruturação, motivada essencialmente pela falta de técnicos de emergência hospitalar, afectaria ambulâncias de emergência médica dos concelhos da Maia, de Guimarães, de Chaves, de Ovar, da Covilhã, de Aveiro, de Anadia, da Amadora e outras de Lisboa e Porto e levariam ao encerramento da ambulância do INEM parqueada no centro de saúde de Espinho.

O BE tem manifestado preocupação com esta notícias e discordância com este tipo de restruturação, tendo feito chegar essa posição ao Governo no sentido de evitar encerramentos e qualquer restruturação que coloque em causa o socorro à população.

O Bloco de Esquerda discorda de qualquer encerramento de meios, principalmente na área da Saúde, e propõe a manutenção da ambulância de Espinho e a resolução dos problemas de fundo, que passam pela contratação de técnicos e outros profissionais em falta no INEM e pelo planeamento e organização deste Instituto.

“As populações não podem ficar privadas de meios de emergência médica simplesmente porque nos últimos anos o INEM não contratou os profissionais necessários, nem planeou corretamente a necessidade de abertura de concursos para contratação de pessoal”.

O partido lembra que em muitos destes concelhos já foram encerrados serviços de saúde nos últimos anos. É o caso, por exemplo, de Ovar e Espinho, que perderam a urgência do hospital e, nos últimos anos, viram-se esvaziados de valências e competências. “Não podemos aceitar que se continuem a perder meios”.

O caminho deve ser o inverso: “o de recuperação de meios e de prestação de cuidados de saúde mais próximos das pessoas”.

“Só com o recurso a muitos turnos extraordinários é que se tem conseguido o funcionamento 24h por dia de muitas ambulâncias do INEM. Isso leva, inevitavelmente, à exaustão dos trabalhadores. Mas a solução deve passar por resolver os problemas de fundo e não o de encerrar serviços”.

O BE defende a necessidade de concluir o concurso para a admissão de 100 técnicos de emergência pré-hospitalar; constituir uma bolsa de recrutamento para tornar futuras admissões mais céleres; prever um ou dois concursos anuais para colmatar saída de trabalhadores e para reforçar o número de profissionais ao serviço do INEM.

Sobre a articulação com os bombeiros e a atribuição de postos de emergência hospitalar (PEM) às corporações de bombeiros, considera uma medida positiva e que cria redundâncias benéficas no sistema. Ou seja, “permite que o sistema de emergência médica tenha sempre resposta mesmo quando uma ambulância do INEM está em serviço. Mas isso não pode justificar qualquer encerramento dos meios existentes, até porque dessa forma deixaria de haver capacidade de resposta no caso da ambulância estar em serviço”.

A posição do Bloco de Esquerda é de que “o INEM não pode perder nem encerrar meios, a ambulância de Espinho deve manter-se e o INEM tem é que contratar mais profissionais para colmatar as necessidades com que se debate. Com os profissionais suficientes não necessita de encerrar meios ou reduzir horários”.

O Governo e o INEM devem reponderar a restruturação anunciada no sentido de manter todas as ambulâncias existentes e no sentido de garantir profissionais para manter os horários das ambulâncias de emergência hospitalar.

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