Política

BE denuncia queimada ilegal na zona industrial de Cortegaça

O Bloco de Esquerda de Ovar tomou conhecimento de uma queimada ilegal na zona industrial de Cortegaça, através da informação de populares, numa altura em que o país acabava de viver um autêntico inferno com incêndios que tiraram a vida a mais de 40 pessoas em vários concelhos.
Denunciou junto de várias entidades competentes, como: SEPNA/GNR, Agência de Ambiente da Região Centro, Ecolinha/Camara Municipal de Ovar e o Ministério Público/DCIAP, sobre o que se pensa ser um crime ambiental.

Nesta denúncia e alerta junto das várias autoridades, o Bloco de Esquerda afirma que no dia 18 de Outubro de 2017, por volta das 20h30, foi informado da “realização de uma fogueira de dimensões consideráveis, com um cheiro intenso, realizada nas instalações (pátio exterior) da empresa Safina, na Rua da Gândara, Zona Industrial da freguesia de Cortegaça, concelho de Ovar”.

“Dada a natureza da fogueira e a hora a que foi feita, além do cheiro intenso a plástico (ou outro sintético queimado) temos dúvidas acerca da legalidade desta acção”. Mais grave lhes parece “este comportamento, uma vez que esta
empresa está situada numa zona industrial em que são produzidos produtos inflamáveis (ex: cordas e fios), zona industrial essa rodeada por áreas florestadas e zonas habitacionais”.

Esta denúncia vem ainda no seguimento de duas denúncias telefónicas, segundo o BE, “uma efectuada ao posto da GNR de Esmoriz, por volta das 20h30; e uma segunda denúncia, por volta das 21h00, ao mesmo posto, após contacto inicial à linha SOS do SEPNA, em Lisboa, e o comando da GNR em Ovar”.

O BE lembra que “a fogueira esteve activa durante pelo menos 40 minutos”, questionando quer “a legalidade quer a segurança desta actuação, por parte da empresa Safina, nomeadamente:

Pedro Coelho, administrador da Safina, confirma “a queimada realizada pelo meu pai, envolvendo paletes e outros resíduos e materiais velhos, num espaço amplo”. Embora admita que possa haver lugar a críticas, Pedro Coelho explica que “quando a GNR chegou, a acção terminou e nunca chegou a constituir perigo”.

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