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Cada vez mais a capital do Carnaval em Portugal

samba FigueiraFoi como se de uma cimeira se tratasse. Uma coisa séria mas ao mais alto nível do Carnaval nacional. As delegações dos carnavais de Alcobaça, Lazarim, Vinhais, Loures, Estarreja, Figueira da Foz, Santa Cruz da Trapa (S. Pedro do Sul) e Mira foram recebidos com pompa e circunstância, no Centro de Arte de Ovar, depois abriram a boca de espanto na visita à única Aldeia do Carnaval do País.

No jantar que antecedeu o desfile e reuniu todas as delegações, trocaram-se experiências e lembranças à mesa, como aquela de uma antiga Majorete da Fanfarra de Alcobaça que, mais de 20 anos depois, recordou como também faz parte da história dos corsos carnavalescos de Ovar.

Depois vieram as (habituais) ameaças de chuva que foram manifestamente exageradas, permitindo que o corso saísse à rua. Não sem antes um (falso) alarme de incêndio num apartamento em prédio localizado mesmo no local onde o cortejo devia iniciar-se.

Os caretos de Lazarim deram nas vistas no cortejo (e nos ouvidos – os chocalhos pesam 12,5 kg). Diga-se que Lazarim gaba-se, com razão, de ser a aldeia guardiã da máscara ibérica, com um museu (Centro Interpretativo da Máscara Ibérica – CIMI) que partilha exposições temporárias de fotografia e uma mostra dos costumes e tradições locais.

Os Caretos da Lagoa, de Mira, também vieram pregar pregar partidas, conviver e sobretudo mostrar uma cultura que está a renascer após anos de esquecimento.

No cômputo geral, se uns acharam que soube a pouco, outros consideraram que a iluminação pública não lhe faz justiça. Mas logo se fez luz com uma sessão piromusical, que acendeu o encoberto céu. “Não há Carnaval como em Ovar”, mesmo que seja ao som de um frio e húmido “samba de Janeiro”.

A festa transferiu-se depois para as ruas da cidade, onde os ilustres convidados se diluíram nos focos da diversão vareira. (Foto principal: RSS)

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