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Entre Ovar e Campo Maior, unidos pelo amor ao futebol

Aposentado há três anos, regressou a Ovar e já tem tempo para acompanhar a sua Ovarense. Não perde um jogo de futebol ou de basquetebol do clube da sua terra. Mas é pelo futebol que o seu coração bate mais forte.

António Canário completou ontem 70 anos de idade. Aqui estão as suas raízes, foi aqui que tudo começou e ninguém diria que este vareiro de gema deixaria a sua marca… no Campomaiorense.

No clube alentejano, Canário desempenhou o cargo de técnico de equipamentos e todos o adoravam. “É à conta de profissionais como ele que os clubes dão boa imagem quando se apresentam no relvado. É a gente desta grandeza que o futebol muitas vezes não reconhece a sua verdadeira dimensão, preferindo ignorá-los como se eles não fossem parte integrante e importante na vida dos clubes”, escreveu Paulo Canhão, no livro “O Futebol no seu íntimo”, num capítulo dedicado a António Canário.

O autor não tinha dúvidas: “Canário era a alma e coração dentro do Campomaiorense. Ali, na sua parcela, como disse um dia: trabalhava-se ao nível do Barcelona, Real Madrid ou Bayern de Munique”.

Chegou a Campo Maior pela mão de Manuel Fernandes que o descobriu em Ovar e o levou para o Alentejo. Ali nunca foi um simples técnico de equipamentos. No Campomaiorense diz-se que ninguém ficava indiferente à sua maneira de estar, ao brio profissional, à dedicação que empregava em tudo o que fazia na rouparia do clube.
Para António Canário, o sucesso no domingo começava nele, passava pelo treinador, jogadores e acabava no Presidente. O resultado no relvado era a junção de todos a fazerem força para o mesmo lado.
Pelas suas mãos passaram os equipamentos de jogadores como Jerrel Floyd Hasselbaink, mais conhecido por Jimmy, por exemplo. Fez furor em Campo Maior antes de se transferir para o Boavista. Daí saltou para Inglaterra (Leeds) e foi até convocado pela Holanda para o Mundial-98.
E, claro, conviveu com João Manuel Nabeiro, o homem que conseguiu levar o clube até ao expoente máximo do futebol português, e com a família Nabeiro, fundadora da Delta Cafés que patrocina o clube e colocou Campo Maior no mapa.
Parabéns, Canário!

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