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CulturaPrimeira Vista

Carlos do Carmo cantou a Varina como ninguém

subiu ao palco instalado na praia do Furadouro, no dia 5 de Agosto, de 2017episódio marcanteE cantou a Varina como só ele sabiaNo Castelo, ponho um cotoveloEm Alfama, descanso o olharE assim desfaço o novelo de azul e marÀ Ribeira encosto a cabeçaA almofada, da cama do TejoCom lençóis bordados à pressaNa cambraia de um beijoLisboa menina e moça, meninaDa luz que meus olhos veem tão puraTeus seios são as colinas, varinaPregão que me traz à porta, ternuraCidade a ponto luz bordadaToalha à beira mar estendidaLisboa menina e moça, amadaCidade mulher da minha vidaNo Terreiro eu passo por tiMas da Graça eu vejo-te nuaQuando um pombo te olha, sorriÉs mulher da ruaE no bairro mais alto do sonhoPonho o fado que soube inventarAguardente de vida e medronhoQue me faz cantarLisboa menina e moça, meninaDa luz que os meus olhos veem tão puraTeus seios são as colinas, varinaPregão que me traz à porta, ternuraCidade a ponto luz bordadaToalha à beira mar estendidaLisboa menina e moça, amadaCidade mulher da minha vidaLisboa no meu amor, deitadaCidade por minhas mãos despidaLisboa menina e moça, amadaCidade mulher da minha vida

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