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Carlos e Lucília dormiram ao relento para ver o Papa

Desde as 09h de sexta-feira, Maria Lucília (71) e Carlos Pereira (74), casal de Ovar, está ali com um casal amigo.

Há seis anos passaram “duas noites e três dias” no Santuário para estarem “o mais perto possível do Papa”.

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Desta vez, passaram apenas uma noite no chão do Santuário. Mas enquanto ali estiveram a marcar lugar, não faltou quase nada: bancos dobráveis para sentar, água para hidratar, fruta e sandes para alimentar e um chapéu de chuva para “fazer uma sombrinha”.

“Viemos cedo, também para fugir ao controle da polícia, porque dizem que vão revistar os sacos e assim”, contou o homem, que faz questão de ver o líder da Igreja Católica “ao vivo, porque na televisão não é a mesma coisa”.

O que também diverge é o que ambos esperam que resulte da passagem de Francisco pelo Santuário. Carlos espera que “mude alguma coisa” nele próprio, que gosta “de ir ao café” contra a vontade de Lucília, que se zanga. Zanga-se também por ele “se por com estas conversas” enquanto espera a hora de ver de perto o Papa.

Mas logo acalma, até porque o seu desejo é o de que Francisco “mova montanhas e que as pessoas se entendam mais umas com as outras, porque não há confiança em ninguém”.

Como programado, o Papa Francisco fez a curta viagem entre o heliporto e o Santuário de Fátima no seu habitual ‘papamóvel’, encontrando pelo caminho uma grande multidão de fiéis que o esperavam, para ter um pequeno vislumbre.

Também na avenida do Santuário, o trajeto foi feito vagarosamente, com muitas bênçãos, cumprimentos, acenos, beijos e abraços às crianças que foram sendo passadas pela equipa de segurança.

Na Capelinha das Aparições, no centro do Santuário, Francisco evocou a imagem do local e da virgem Maria para afirmar que a capela é “uma bela imagem da Igreja, acolhedora, sem portas”. “A Igreja não tem portas para que todos possam entrar. E aqui, também, podemos insistir que todos podem entrar, porque esta é a casa da Mãe”, disse Francisco, referindo que “uma Mãe tem sempre o coração aberto, para todos os filhos, todos, todos, todos, sem exceção”.

*com agências (Getty Images)

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