Política

CDU critica “atitudes antidemocráticas” do PSD de Ovar

A CDU repudia “um conjunto de comportamentos (…)  protagonizados pelo próprio presidente da câmara e pela sua estrutura de campanha. Entre eles, em comunicado, a CDU alega que o presidente da Câmara Municipal, Salvador Malheiro, “tentou impedir o candidato da CDU, Carlos Jorge Silva, de visitar as instalações da Câmara Municipal, para poder tomar conhecimento do funcionamento, aspirações e condições de trabalho dos trabalhadores da Câmara”.

O candidato solicitou a referida visita no dia 10 de Agosto de 2017, tendo recebido, no dia 1 de Setembro, um e-mail da Câmara Municipal, indeferindo liminarmente o pedido, alegando que “colidiria com o exercício das funções e tarefas diárias dos trabalhadores municipais”.

Por entender “os direitos não se pedem, exercem-se, o candidato Carlos Jorge Silva informou o presidente Salvador Malheiro que iria comparecer nas instalações da Câmara Municipal no dia 15 de Setembro, pelas 9 horas, para efectuar a referida visita”. Assim aconteceu, “tendo percorrido todos os serviços, acompanhado pelo vice-presidente, vereador Domingos Silva”.

Ainda na mesma “linha de abuso da sua posição de titular de cargo público”, a CDU fez queixa à CNE da forma como “Salvador Malheiro utilizou fotografias institucionais nos seus outdoors nas quais intervinha na qualidade de presidente diante de uma conhecida corporação de bombeiros, dando a entender, através do seu slogan “O Nosso Presidente” de que gozaria do apoio desta instituição”.

A CNE deu razão à CDU respondendo que “à luz daqueles princípios, os titulares dos órgãos autárquicos não podem impedir que os candidatos concorrentes ao ato eleitoral, já publicamente anunciados, desenvolvam ações de propaganda, designadamente através de uma visita aos serviços municipais e contacto com os seus funcionários, salvaguardando o normal funcionamento dos referidos serviços.”

Estas e outras situações, segundo a CDU, configuram um “verdadeiro vale-tudo por parte da candidatura do PSD, merecem o mais vivo repúdio da CDU e foram alvo das consequentes queixas às entidades competentes, nomeadamente a CNE”.

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