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Corporações de bombeiros vão passar a operar ambulâncias do INEM

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) garantiu que a sua ambulância fixada em Espinho passará a ser operada pelos bombeiros locais, em resposta a um protesto de populares, durante o dia de ontem.

“O INEM deslocará a sua ambulância própria para a corporação de bombeiros voluntários do concelho de Espinho, através do estabelecimento de um protocolo de colaboração para criação de um novo Posto de Emergência Médica (PEM)”, afirma o organismo, num comunicado enviado à Lusa.

O INEM garante que a ambulância que opera actualmente “será apenas substituída pela ambulância que o INEM colocará nos bombeiros do concelho de Espinho, num processo que ocorrerá em simultâneo”.

Sem nunca se referir ao caso concreto de Ovar que se diz irá reduzir o horário da sua AEM, que se encontra no hospital, ficando apenas a funcionar das 8h às 16 horas. Na prática, sublinha o comunicado, “o concelho terá sempre disponível uma ambulância do INEM, a funcionar 24 horas por dia, mas a sua operação transitará do INEM para a corporação de bombeiros do concelho, entidade com capacidade instalada e com recursos humanos com a devida formação para responder à totalidade das ocorrências no âmbito da emergência pré-hospitalar e que assim verá reforçada a sua capacidade de intervenção”.

“A garantia de prestação de socorro no concelho de Espinho passará por aumentar a capacidade de resposta dos bombeiros”, parceiros do INEM, refere o comunicado.

O instituto destaca que a constituição de Postos de Emergência Médica do INEM em corporações de bombeiros é “um recurso muito valioso na prestação de cuidados de emergência médica à população”.

Segundo o INEM, o sistema que dá resposta às necessidades dos cidadãos em casos de acidente ou doença súbita é composto por um total de 623 meios de emergência, incluindo 56 ambulâncias de emergência médica, 316 ambulâncias do INEM em corporações de bombeiros, 155 ambulâncias de corporações de bombeiros ou delegações da Cruz Vermelha Portuguesa, oito motociclos de emergência médica, 39 ambulâncias de suporte imediato de vida, 44 viaturas médicas de emergência e reanimação e cinco helicópteros de emergência médica.

Este ano, entrarão ao serviço 24 novas ambulâncias – assegurando que todos os concelhos do país tenham uma ambulância do INEM – e serão substituídas 41.

A concentração de populares, pretendeu reivindicar a manutenção de um serviço que, a desaparecer agora, “só irá prejudicar ainda mais a população de Espinho e a das freguesias mais próximas”, em concelhos vizinhos como os de Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira e Ovar, disse Miguel Barbosa, porta-voz do movimento “Não ao fecho da AEM de Espinho”.

A Câmara Municipal de Ovar não recebeu qualquer comunicação formal por parte do Ministério da Saúde nesse sentido. Salvador Malheiro  não acredita que “esteja a ser preparada sem qualquer articulação com a autarquia”. “Ainda por cima tendo Município de Ovar mostrado junto do Ministério da Saúde um enorme sentido de colaboração no passado recente”, acrescenta.

Moisés Ferreira, deputado do BE, chegou a questionar o ministério da saúde sobre o tema: “Deixamos claro que não concordamos com qualquer intenção de encerramento das AEM de Ovar e de Espinho, e consideramos ser da maior importância que o Ministério, junto do INEM, garanta a abertura de novas viaturas e a contratação de mais profissionais, de forma a abrir as viaturas dos hospitais de Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis e São João da Madeira sem encerramento de nenhum meio actualmente existente no terreno”.

Lembrando que desde que a AEM de Estarreja foi encerrada, a AEM de Ovar tem tido crescentes solicitações para este concelho, assim como para o concelho da Murtosa, algo que não acontecia quando a AEM de Estarreja estava em funcionamento. “Este facto mostra que a AEM era necessária e que o seu encerramento prejudicou o socorro pré-hospitalar à população”, escreveu.

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