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Desassoreamento da Ria tem quatro dragas em operação

A Administração da Polis Litoral Ria de Aveiro revelou que estão quatro dragas a operar no desassoreamento da Ria e que foram já dragados o canal de acesso ao cais da Bestida e o canal de Ílhavo.

De acordo com o que foi revelado pelos responsáveis da Polis durante a visita realizada hoje a uma das frentes de obra do desassoreamento na Ria, atualmente encontram-se em obra quatro dragas, que estão a operar nos canais principais: canal de Ovar, no acesso ao Cais da Bestida, no canal da Murtosa, a poente da Praia do Bico, no canal de Mira, entre a Ponte da Barra e a Ponte da Vagueira e no Rio Boco / canal de Ílhavo, a sul da Ponte de Água Fria.

Os trabalhos de dragagem arrancaram no início do verão, com a entrada em obra de duas dragas, e desde essa altura foi dragado o canal de acesso ao Cais da Bestida e os dragados foram colocados na margem, a sul desse cais.

Foi igualmente dragado o canal de Ílhavo, a norte da Ponte Juncal Ancho, cujos dragados foram colocados em dois depósitos, um imediatamente a norte dessa ponte e o outro num tanque de aquicultura, para posterior utilização em reforço de motas da antiga marinha.

No canal de Ílhavo (Rio Boco) a sul da Ponte de Água Fria, onde decorrem as dragagens hoje visitadas, os sedimentos estão a ser colocados um depósito existente nas imediações do canal.

Previamente à execução das dragagens, estão a ser colocadas contenções em madeira em vários depósitos de dragados, de forma a criar condições que minimizem o seu retorno aos canais da Ria.

A empreitada, consignada a 23 de abril, tem uma duração prevista de 15 meses, e estima-se que venham a ser dragados cerca de um milhão de metros cúbicos de sedimentos nos canais de Ovar, até ao Carregal e até Pardilhó, da Murtosa, de Ílhavo (Rio Boco), de Mira, Lago do Paraíso e na Zona Central da Ria, numa extensão global de 95 quilómetros.

O objetivo da intervenção é “fazer o reforço de margens e motas em zonas baixas ameaçadas pelo avanço das águas e da deriva litoral, contribuindo desta forma para a minimização de riscos, especialmente de erosão costeira, bem como pela melhoria dos valores naturais e das condições de navegabilidade dos canais”.

A acção é financiada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), com uma comparticipação de 75 por cento.

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