Opinião

Desemprego!!! Tem faltado imaginação – Florindo Pinto

Há quem defenda, segundo o seu conceito, que os desempregados, vítimas de condicionantes mil, e sem culpa sua, deviam ter o direito ao gozo de férias, remuneradas.
Concordo.

Em verdade, os problemas que os afligem, são mais que muitos e, por certo, um espaço no seu tempo de vida amargurada, gozado sem as habituais e terríveis preocupações, se reflectisse no diminuir dos custos que o Estado suporta no campo da saúde e da justiça.

Estranho é que disso os nossos governantes não se tenham lembrado, já.
É que a acontecer, nesse mês a taxa de desemprego, tantas vezes referenciada nos espaços noticiosos, passaria ao tranquilo zero, embora que provisoriamente. O resto do mundo passaria a olhar Portugal de um outro modo e a ficar com a ilusão de que “por cá” a vivência e a convivência tinham atingido a perfeição.
Será que em período de eleições, os nossos governantes se vão servir dessa “justa” medida?

Sabe-se, e diz-se, que a oscilação das taxas de desemprego são “trabalhadas”, quando usadas como publicidade política, em função dos interesses de quem as usa. O sexo do indivíduo não tem sido compartimentado e, por isso, não tem sido publicitado quantos são os homens e quantas são as mulheres sem emprego.

É de continuar a estranhar este estado de “coisas”, já que ao alcance dos manipuladores de “taxas”, está uma outra realidade que, se transformada em medida, dava para mostrar que no desemprego sério, afinal, está uma reduzida parte da população. Para que essa mostra seja credível, é apenas e só necessário pensar como Teca Florêncio, que nos diz: “Homem dá tanto trabalho que nenhuma mulher deveria ser considerada de desempregada”.

Florindo Pinto

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