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Diversão nocturna: um sector que luta pela sobrevivência

A crise sanitária global perdura há ano e meio e as sequelas são visíveis no tecido empresarial português. As pequenas e médias empresas lutam para recuperar as receitas perdidas e sobreviver a mais uma crise.

Se na maior parte dos setores as restrições à operação oscilaram em função do nível de contágio em Portugal, há um sector que permanece com restrições severas ao seu funcionamento: a diversão noturna.

Locais de jogo
Os casinos, além de locais de jogo, são também locais de socialização e realização de eventos. A sua operação esteve condicionada (ou até mesmo vedada) durante meses a fio, resultando na perda massiva de receitas.

Os eventos sociais tenderão a regressar progressivamente à medida que a pandemia perde força. Porém, no que respeita aos jogos de azar, o vírus veio acelerar uma tendência que já mostrava sinais de aceleração ainda antes da pandemia: a migração para o jogo online. Os casinos online procuram atrair novos jogadores de forma cada vez mais assertiva, quer seja pela oferta de bónus de boas-vindas, como também pela disponibilização de inúmeras formas de depósito – actualmente existem imensos casinos online que aceitam multibanco ou outras formas de pagamento extremamente acessíveis à população portuguesa.

Só tempo mostrará o verdadeiro impacto da pandemia nos locais de jogo, sendo muito provável que os casinos físicos sejam forçados a reinventar-se a médio prazo.

Discotecas
A animação noturna assume a sua maior expressão nas discotecas que são, provavelmente, os estabelecimentos que há mais tempo estão sem funcionar na sua plenitude.

Por serem considerados estabelecimentos não essenciais foram encerrados em Março de 2020. Desde então, a situação pandémica nunca permitiu um regresso do setor à normalidade. A operação ainda regressou de forma tímida e intermitente, mas sempre a funcionar como bar e sem qualquer pista de dança aberta ao público.

A proximidade num ambiente normal de uma discoteca é inevitável e propícia a originar fenómenos de mega transmissão – tal como o fenómeno que as autoridades suspeitam que tenha ocorrido no jogo de futebol entre a Atalanta e o Valência em Março de 2020, e que levou a que Bergamo tenha sido o epicentro do Covid-19 na Lombardia nas semanas seguintes.

O sector luta a todo o custo pela sobrevivência e é, sem dúvida, um dos setores mais penalizados nos últimos 18 meses.

Concertos e outros eventos ao ar livre
Os verões portugueses sempre foram marcados por festivais de Verão, concertos e outros eventos capazes de juntar multidões.

Se em 2020 foram cancelados concertos um pouco por todo o mundo, em 2021 países como a Nova Zelândia ou a Islândia já mostraram que o regresso à normalidade pode estar mais próximo do que se imagina. Por outro lado, o aparecimento da variante Delta – muito mais contagiosa que as variantes anteriores – fez abrandar o desconfinamento um pouco por toda a Europa.

Mas não só os concertos aguardam por um regresso à normalidade. Eventos mais tradicionais, como por exemplo os arraiais tradicionais da ilha da Madeira, estão reduzidos às celebrações religiosas.

O regresso em massa dos eventos ao ar livre poderá estar para muito breve, após pequenos eventos-teste bem-sucedidos como o concerto de Pedro Abrunhosa em Braga ou o espetáculo de comédia com Nilton e Aldo Lima no Campo Pequeno em Lisboa.

A luz ao fundo do túnel
A vacinação é, neste momento, a luz ao fundo do túnel para a economia portuguesa. Os números mais recentes mostram que o número de óbitos desceu significativamente em comparação com os primeiros meses de 2021, embora o ritmo de contágio ainda não esteja no nível desejado.
A imunidade de grupo em Portugal deverá ser atingida até ao Outono e os empresários da noite esperam que esse momento seja o ponto de inflexão e que o setor volte a ganhar vida.

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