Política

Dragagem põe em risco orquídea rara da Barrinha

A Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade (FAPAS) assegura que os atrasos no processo de despoluição da Barrinha de Esmoriz está a causar prejuízos graves à flora existente.

Para a FAPAS, algumas das intervenções já realizadas não estão a conduzir aos efeitos desejados. As dragagens, segundo a associação ambiental, foram feitas sem ter “em conta aspectos fundamentais para a preservação do ecossistema”, e o seu produto acabou por soterrar diversas espécies de plantas, entre as quais “uma população de orquídeas autóctones raras em Portugal, protegidas por lei, da espécie Spiranthes Aestivalis”.

A responsabilidade é do projecto de requalificação em curso na Barrinha de Esmoriz/ Lagoa de Paramos, a cargo da Polis Litoral da Ria de Aveiro, que “não está a cumprir prazos e a danificar o ecossistema local”.

Os passadiços, que foram inaugurados em 2017, vieram “devassar um ecossistema já de si fragilizado”, acrescentam ainda os ambientalistas. No seu mais recente comunicado critica o anúncio da intenção de lançar um concurso público para a realização de novas dragagens “seja feito em vésperas de eleições autárquicas”.

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