Opinião

É da política que eu não gosto – Ricardo Alves Lopes

Não estou por dentro dos orçamentos disponíveis, ou das contas a serem feitas, mas vejo uma cidade que se avoluma nos apoios às colectividades, no crescimento das estruturas e no aumentar dos eventos. As pessoas dividem-se entre a alegria e o agradecimento, entre o entusiasmo e a desconfiança.

Há locais diversos, no concelho, que nos permitem, cada vez mais, bons e divertidos momentos. O Parque do Buçaquinho é de uma paz e relaxamento fora de série, a  Praça das Galinhas permite tardes e tardes de convívio, noites animadas, os restaurantes do Furadouro dão-nos a possibilidade de saborear peixes como se estivéssemos no pleno verão, sou um admirador da praia de Esmoriz, gosto  de tomar café em Cortegaça, vai chegar o verão e o Furadouro tem um espaço de diversão nocturna em clara afirmação, tem uma discoteca que vai reabrir, tem os sítios do costume, Cortegaça já se movimenta para o festival de verão que já todos conhecemos, Esmoriz vai continuar a receber muitos dos habitantes da zona da Feira e arredores, vai continuar a ter festas no areal que animam os presentes, mas as praias vão continuar a ter problemas de acessibilidades, vamos continuar a estar vulneráveis às vontades do mar, vai continuar a ser uma incógnita se receberemos muitos turistas ou nem por isso.

A promoção está a ser bem feita, tenho visto fotos, de amadores, que são autênticos hinos às nossas paisagens. Encontro, pela net, fotografias das praias do concelho que fazem invejar as maiores estâncias balneares. Era de criar um prémio de fotografia, com burburinho nacional, conforme eu já tinha referido. Em agosto, na Arena, vamos receber jogos da selecção nacional de basquete, também vamos apoiar a fase final do Andebol. As coisas vão acontecendo cá.

Por tudo isso, custa-me ver tantos jogos políticos, de opiniões jorrantes pelas redes-sociais. Estou cansado da política. Com esta idade, em início, se assim posso dizer, de idade adulta, estou completamente cansado de política. Fala-se do bem nacional, ou regional, como motor de tudo, mas só se procura formas de provar que os outros estão errados.

Tenta minimizar-se o que se faz de bem, pegar no que se fez de errado e dizer que o caminho melhor são eles. Não suporto isso, essa mesquinhez política transversal ao país todo. Importante é encontrar o erro, o resto é subjectivo. Se eu for o mal o menos, chego lá. E assim, cá ou no país todo, nunca passaremos do que somos. Pequeninos.

Não estou a defender a camara, a união de freguesias ou a oposição. Estou a falar de todos. Não sei se estou a falar por muita gente, mas estou a falar por mim. Enquanto não existirem políticos capazes de mostrar que são melhores porque são melhores, e não porque descobrirem os pontos-fracos dos outros, para mim será sempre um mal necessário, nunca mais do que isso. E a maior prova, para mim, é a forma como a política se faz, distanciando o povo. As pessoas não compreendem, dizem eles. Mas se as pessoas não compreendem, o que é que eles estão a fazer bem?

Para mim, chega. Vou continuar a minha vida, como sempre, a procurar projectos onde me possa fazer crescer. E esta a minha maior virtude. Não venho para aqui fazer-me de altruísta, quando estou a pensar em mim. Os políticos que pensem nisso. Se as pessoas não compreendem, o erro é vosso. A partir daí, é só fazer das pessoas estúpidas. E isso cansa-me.

Ovar cresceu em algumas coisas, pela mão da camara, da união de freguesias e da oposição, mas depois desilude-me. Política não é falar de incompreensões, é falar de soluções. E as soluções nunca vão ser encontradasnos erros dos outros.

Já agora, para terminar, façam o favor de estarem atentos à Praça da República de 28 de Junho a 5 de Julho. Vai estar a decorrer a Feira do Livro, entre as 12h e as 24h, com nomes tão interessantes como…
Apareçam e escutem e leiam. Vai ser bom, tenho a certeza!

Ricardo Alves Lopes (Ral)
http://tempestadideias.wordpress.com
[email protected]

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