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IPSS anuncia encerramento de creche em Maceda / Pais em choque

Os pais das crianças que frequentam a creche e o pré-escolar do Centro Social e Paroquial de Maceda (CSPM) ainda estão incrédulos: A instituição decidiu que aquelas duas valências vão encerrar e já não abrem no próximo mês de setembro para iniciar o novo ano lectivo.

Os encarregados de educação ficaram em choque, pois já tinham feito a inscrição, mas o “mais grave” é que não têm alternativas para a creche nas redondezas e, com o tempo que resta, afigura-se muito complicado encontrar onde deixar os filhos.

Apesar de terem ido ao encontro da direcção da instituição não obtiveram respostas, mas ficaram a saber que as educadoras já foram avisadas para tratarem do seu futuro, já que aquelas valências serão mesmo encerradas.

Além de preocupados, os pais não escondem a sua revolta, pois nem resposta tiveram a um pedido de esclarecimentos enviado por escrito ao director da instituição, Padre Florentino Sousa.

Na reunião pedida com carácter de urgência e que decorreu esta quarta-feira, o pároco manteve a decisão de abdicar desta resposta social à infância, mantendo apenas as valências relacionadas com idosos.

Na reunião também esteve o presidente da Junta de Freguesia de Maceda, Miguel Silva, que se mostra solidário com a preocupação dos pais. “Parece óbvio que a instituição fecha as valências que não dão lucro” e questiona se é esse o objectivo de uma IPSS.

Um dos motivos apontados pelo pároco é a actual crise financeira aliada às exigências sanitárias da DGS, mas o autarca lembra que o CSPM recebeu recentemente 270 mil Euros da venda do edifício onde deveria estar a funcionar o pólo de saúde e está integrado no lote de instituições que verão os seus apoios aumentados em 35% conforme anunciado pela câmara no âmbito das medidas Covid-19.

Há, no entanto, uma possibilidade de solução e que passa pela transferência do contrato-programa da Segurança Social para outra instituição, o que permitiria a manutenção das valências e das 86 crianças nas mesmas instalações.

O OvarNews contactou o Padre Florentino Sousa para obter mais esclarecimentos, mas este recusou prestar declarações com a justificação de que não tem por hábito dar entrevistas.

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