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Encontrados vestígios romanos na Ria de Ovar

A dragagem que está a decorrer na Ria trouxe à tona, em Ovar, “vestígios que foram identificados como pertencendo ao período romano que são surpreendentes, por serem raros”.

Tiago Fraga, arqueólogo responsável pela empresa contratada pela Polis Litoral Ria de Aveiro para acompanhar a dragagem da Ria de Aveiro , destacou que a empreitada de dragagem em curso em vários pontos da Ria de Aveiro está a permitir “fazer uma sondagem sistemática, de diagnóstico, um ‘raios x’, a partir da cultura imaterial, da vivência das populações, desde a pré-história até aos dias de hoje”.

Falando recentemente nas ‘Jornadas de História Local e Património Documental’, o arqueólogo revelou que na campanha de quase um ano já se fizeram achados arqueológicos muito relevantes, nomeadamente os de Ovar e ainda junto ao Rio Bôco, onde foram encontrados artefactos datados entre 4.000 a.C. e 3.000 a.C. , dando conta de uma estrutura que se encontra submersa, que será o primeiro sítio pré-histórico subaquático identificado no país do neolítico.

“Temos a nosso cargo 159 sítios em salvaguarda durante a obra. Trabalhamos em 80 por cento do que era a Ria, a perceber a sua evolução”, referiu o director da empresa de arqueologia, não hesitando em falar de “um maravilhoso museu, de que os arqueólogos são curadores temporários e os locais os seus guardiões”.

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