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Estará o calvário da Rua dos Irmãos Oliveira Lopes a acabar?

 

Foi com alívio que os comerciantes e moradores da Rua Camilo Castelo Branco e da Rua Irmãos Oliveira Lopes e envolventes, viram chegar, esta semana, o alcatrão a estas artérias onde decorre uma empreitada de beneficiação há vários meses.

Paulo Catalão, um dos comerciantes desta zona da cidade, foi um deles, pois não esconde que “a obra prejudicou um pouco o negócio”. Antes, recorda, “tínhamos sempre estacionamento, ou em frente à porta ou na rua em frente”. “Com as obras isso deixou de ser possível”, sentencia.

Depois, as obras trouxeram consigo “a lama que suja o café todo e, nos dias de sol, é o pó”. “O café está todo sujo, desde as mesas com lama dos pés, às paredes, prateleiras, passando pelas garrafas”.
A vida de comerciante já não está fácil e com o arrastar dos trabalhos, Paulo Catalão queixa-se que nunca teve tão pouca clientela como agora. “As pessoas vêm mas não param, porque não têm estacionamento e vão embora”. “Mas, felizmente que as obras estão acabar”, concluiu.

Os moradores alinham pelo mesmo diapasão: “Houve dias que nem conseguia tirar o meu carro da garagem para ir trabalhar. Cheguei atrasado e ninguém paga esse prejuízo”, queixou-se um deles, ouvido pelo nosso jornal.

O presidente da Câmara Municipal, Salvador Malheiro, congratula-se com o actual andamento dos trabalhos. O autarca pede desculpa e paciência pelos “incómodos”, mas assevera que “vai valer a pena”.

Contratada por 435 mil euros, esta intervenção era “fundamental e há muito necessária, numa área urbana com vários equipamentos e serviços públicos, e fortemente povoada”, afirma o presidente.

A beneficiação da Rua Camilo Castelo Branco e da Rua Irmãos Oliveira Lopes e envolventes, visa requalificar os arruamentos, melhorando as condições de circulação, contemplando intervenções ao nível da pavimentação, passeios, drenagem de águas pluviais e iluminação pública, conferindo a esta zona melhor funcionalidade e mobilidade.

Complementarmente, o Município de Ovar tem vindo a articular com outras entidades, especificamente com a AdRA e a Lusitaniagás, como é caso dos trabalhos que se registam na Rua Visconde de Ovar e que estarão mais atrasados.
“Unindo esforços, numa estratégia concertada com outras entidades, conseguimos obter melhores resultados, construindo melhor qualidade de vida para a população residente”, justifica o presidente da autarquia.

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