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	<title>Arquivo de TAP - OvarNews</title>
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	<title>Arquivo de TAP - OvarNews</title>
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		<title>A privatização da TAP &#8211; Por Diogo Sousa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[OvarNews]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 May 2023 15:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[avião]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[TAP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois dossiers de elevada importância para Portugal que se encontram diretamente relacionados são a venda ou privatização da TAP e a seleção do local para um novo aeroporto. Por um lado, temos a TAP que é considerada a companhia bandeira de aviação em Portugal, por outro lado, a necessidade de um novo aeroporto para libertar &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dois dossiers de elevada importância para Portugal que se encontram diretamente relacionados são a venda ou privatização da TAP e a seleção do local para um novo aeroporto.</p>
<p>Por um lado, temos a TAP que é considerada a companhia bandeira de aviação em Portugal, por outro lado, a necessidade de um novo aeroporto para libertar pressão do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.</p>
<p>O dossiê da TAP acaba por ser o mais fundamental dos dois, visto que é o dossiê que estabelece a ligação com a necessidade de construir um novo aeroporto pois o comprador vai determinar a importância futura da companhia.</p>
<p>Assim, a TAP tem três possíveis compradores na mesa, designadamente a Lufthansa – companhia da Alemanha que já adquiriu, por exemplo, a companhia da Áustria e da Suíça; a Air France-KLM – companhia da França e dos Países Baixos; e a International Airlines Group – companhia do Reino Unido e Irlanda que adquiriu a Iberia e a Vueling, ficando por isso também sediada em Madrid, Espanha.</p>
<p>Portanto, qual dos compradores podemos considerar o melhor?<br />
A minha opinião é bastante simples de se perceber sendo, para mim, o melhor comprador aquele que tem hubs &#8211; aeroporto utilizado por uma companhia aérea como ponto de conexão para transferir os seus passageiros para o destino pretendido &#8211; mais distantes de Portugal, pois só assim podemos garantir que a visão estratégica será benéfica para Portugal, em detrimento de nos tornar apenas um país acessório na ação da companhia mãe.</p>
<p>Nesse sentido, há claras vantagens em ser comprados pela Lufthansa que tem os seus hubs europeus em Frankfurt, Munique e Viena, ou pela Air France-KLM que tem os hubs europeus em Paris e Amesterdão. Ou seja, duas companhias que concentram a sua localização, atualmente, na Europa Central.</p>
<p>Uma lógica de compra por parte destes grupos de aviação pode passar pelo alargamento da sua base de ação e conquista ou reforço de novos mercados atendendo que Portugal apresenta uma posição estratégica no Oceano Atlântico e, por isso mesmo, nas ligações com os continentes americano e africano.</p>
<p>Pode significar, ainda, um reforço da posição do grupo no mercado europeu, visto que, em ambos casos mencionados, não existe um hub na Europa do Sul, o que diminui a eficiência de deslocação para países desta região, uma vez que há a necessidade de fazer uma espécie de transfer que permita regressar aos seus hubs base.</p>
<p>Ou seja, entre os possíveis compradores apenas a International Airlines Group acaba por ser uma má opção, tendo em conta que os seus hubs atuais incluem o aeroporto de Madrid que, devido à sua localização central na Península Ibérica e às suas possibilidades de alargamento no espaço, acaba por representar uma diminuição da área de influência de Lisboa e uma redução de tráfego no Aeroporto Humberto Delgado.</p>
<p>Concluindo, uma TAP com três possíveis compradores para a privatização e apenas uma má opção na mesa, a opção que acaba por conceder o monopólio na Península Ibérica tornando-a uma localização menos atrativa para outras companhias de aviação e, ainda, a opção que torna desnecessário o alargamento do aeroporto de Lisboa pois irá reduzir a sua importância, logo também o seu impacto económico para Portugal.</p>
<p><strong><em>Diogo Fernandes Sousa</em></strong><br />
Professor do Ensino Básico e Secundário</p>
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		<title>Uma TAP de Polémicas &#8211; Por Diogo Sousa</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/uma-tap-de-polemicas-por-diogo-sousa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[OvarNews]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Apr 2023 15:39:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[ovar]]></category>
		<category><![CDATA[TAP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A TAP é o grande tema da atualidade política, económica e social em Portugal. As sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito serviram, até ao momento, para revelar aos portugueses o desgoverno que existe no país e nas empresas públicas. Projetando este comentário a partir das audições de Christine Ourmières-Widener e Alexandra Reis, percebemos que, por &#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/uma-tap-de-polemicas-por-diogo-sousa/">Uma TAP de Polémicas &#8211; Por Diogo Sousa</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A TAP é o grande tema da atualidade política, económica e social em Portugal. As sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito serviram, até ao momento, para revelar aos portugueses o desgoverno que existe no país e nas empresas públicas.</p>
<p>Projetando este comentário a partir das audições de Christine Ourmières-Widener e Alexandra Reis, percebemos que, por um lado, não existe uma tutela propriamente dita da parte do governo às empresas públicas, ou seja, cada gestor acaba por ter a liberdade de fazer aquilo que bem entende, por outro lado, o governo e o PS intrometem-se e interferem de forma significativa em várias questões internas das empresas.</p>
<p>Um exemplo para ilustrar esta grande contradição é a ação da CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, uma vez que utilizava veículos e motoristas da empresa para questões familiares, tais como transportar a sua mãe, contudo também via a sua ação, enquanto responsável da empresa, condicionada por opiniões e vontades políticas de membros do governo, nomeadamente o caso onde foi Hugo Mendes, Secretário de Estado, a dar “ordens” ou indicações para tentar satisfazer Marcelo Rebelo de Sousa que, aparentemente, nem sabia do que estava a ocorrer.</p>
<p>Além disso, há outros casos como o de Alexandra Reis, que levantam igualmente dúvidas sobre toda a orgânica da empresa TAP, da tutela do governo e das sociedades de advogados que deveriam aconselhar e tratar destes processos.</p>
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<p>Basta considerar que estamos a falar de supostos profissionais habituados a trabalhar neste tipo de questões sensíveis e o resultado, vísivel, foi uma enorme trapalhada de ditos e não ditos sobre renúncia, justa causa e outros termos técnicos que se vão acabar por traduzir, com grande probabilidade, numa ação da CMVM que obrigará a TAP a utilizar ainda mais dinheiro dos contribuintes para o pagamento de multas.</p>
<p>Por fim, outro aspeto que persiste dúbio é a reunião do Grupo Parlamentar do PS com a participação de Christine Ourmières-Widener anteriormente à sua audição na Comissão de Economia e Finanças.</p>
<p>Neste caso, gostei bastante do comentário de Marcelo Rebelo de Sousa pois coaduna com o meu pensamento pessoal sobre o assunto, ou seja, nenhum professor vai fazer uma sessão de treino com um aluno, um dia antes desse mesmo aluno ser submetido a uma avaliação oral que será importante na sua avaliação geral de desempenho.</p>
<p>Ainda que, este exemplo de Marcelo Rebelo de Sousa, acabe por pecar de desatualização pois os professores são, hoje, quase obrigados a transitar todos os alunos no ensino básico e, assim, necessitam de encontrar estratégias para que estes obtenham sucesso, sendo uma dessas estratégias exatamente a antecipação e treino de momentos de avaliação antes da sua realização.</p>
<p>Posto isto, transitando de novo para a TAP, talvez afinal o Grupo Parlamentar do PS tenha pretendido ter a certeza de que a prestação de Christine Ourmières-Widener na Comissão de Economia e Finanças fosse considerada positiva. Resta saber quem beneficiaria com essa avaliação de desempenho.</p>
<p>Assim, primeiro é impossível compreender a ocorrência de demissões, com grande pompa e circunstância pública, mas depois esses trabalhadores demitidos continuarem a desempenhar as suas funções por um largo período de tempo após o referido anúncio.</p>
<p>Seguidamente, se Alexandra Reis está disponível para devolução da indeminização e, por várias vezes, procurou se informar sobre qual seria o valor a devolver, porquê de ignorarem essa possibilidade de devolução e, simplesmente, nem responder à antiga funcionária.</p>
<p>Em terceiro lugar, como é que ainda não existiram consequências políticas por detrás de tudo o que já se ouviu, uma vez que envolve e coloca em causa e em dúvida a ação de vários governantes que assumem posições de destaque no governo e um peso significativo no próprio aparelho político do PS.</p>
<p>Finalmente, constatamos que as empresas públicas acabam por ser um grande sorvedouro de dinheiro dos contribuintes, dando como exemplo a TAP e a EFACEC, contudo a própria instabilidade que se coloca nas empresas não ajuda a melhorar a sua situação, visto que falamos de empresas que consistentemente transitam entre nacionalizações e privatizações.</p>
<p><em><strong>Diogo Fernandes Sousa, </strong></em><strong>Professor do Ensino Básico e Secundário</strong></p>
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