Cultura

Evento “inédito” explora relação entre cinema documental e música

O cinema de Ovar recebe de quinta até quarta-feira a Festa do Documentário e da Música, que, anunciada pela distribuidora Filmógrafo como iniciativa “inédita”, apresentará filmes e palestras sobre duas áreas “que tantas vezes se cruzam”.

É essa a perspetiva dos organizadores, que anunciam que o evento “reúne filmes e intervenções à volta desses dois temas”: por um lado, o documentário e, por outro, a música, não tanto na perspetiva habitual da banda sonora, mas enquanto tema principal da própria obra cinematográfica.

“É um acontecimento inédito de cinema documental e música, antes de Ovar ser invadida pelo Carnaval”, declarou hoje à agência Lusa fonte da organização.

Daí resulta uma programação de 12 filmes, que arranca com o documentário “A Pedra e a Palavra” – em que o investigador António Arreu Freire conta a sua viagem de barco à vela pelo Atlântico, replicando a rota do Padre António Vieira – e que prossegue com obras como “Duran Duran – Unstaged” ou “Pulp: Um Filme Sobre a Vida, Morte e Supermercados” – a primeira na ótica de David Lynch sobre a banda dos anos 80 e a última na perspetiva de Florian Habitch sobre o grupo dos anos 90.

Nick Cave também revela a sua visão do mundo no documentário “20.000 dias na Terra”, desvendando a filosofia que inspira as suas composições no filme assinado por Ian Forsyth e Jane Pollard, e a perspetiva local e nacional chega por Américo Brazens e Luís Ventura, respectivamente, músico e jornalista, ligados ao “Halface DJ’s Project”.

Outro destaque é “Alentejo, Alentejo”, a obra de Sérgio Tréfaut sobre o Cante, que recentemente foi classificado como Património Imaterial da Humanidade.

A Festa do Documentário e da Música faz-se ainda com cinema de animação, abordando o universo da ria de Aveiro no filme “A ria, a água e a o homem”, de António Matos Barbosa, e estende-se depois a temas mais agressivos, como o da violência relatada por ativistas em “Água prateada – Um auto-retrato da Síria”.

Ideologias, heróis e culturas em vias de extinção exploram-se noutras obras, num programa em que haverá ainda referências ao músico brasileiro Gilberto Gil, à banda The Stone Roses e ao misterioso guitarrista Rodriguez, conhecido como “Sugar Man”.

Cada bilhete para a Festa do Documentário e da Música custa 3.80 euros.

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