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Fast-Kick: Formar primeiro a pessoa e depois o atleta

Com apenas 5 anos de existência, o Fast Kick – Clube de Taekwondo tem vindo a dar nas vistas, granjeando praticantes e conquistando vários títulos.

fast kickPor trás deste sucesso está João Paulo Cruz, mestre de Taekwondo e treinador do Fast Kick. Quem o conhece sabe que se dedica à modalidade há mais de 20 anos. “Quando comecei, só havia o Karaté em Ovar, pouca gente conhecia o Taekwondo, a divulgação era praticamente inexistente, muito diferente do que acontece actualmente em que até já é uma modalidade olímpica”.

O número de praticantes tem vindo a crescer muito devido à vertente desportiva que é apelativa e aos bons resultados que os atletas nacionais têm vindo a alcançar em competições lá fora. Isso tem ajudado a projectar esta arte marcial, mas o mestre prefere enaltecer os princípios que estão subjacentes à prática das artes marciais e que “são uma excelente ferramenta educativa que faz com os participantes mais jovens e até os seus pais a venham conhecer mais de perto e a venham praticar”.

Fundado a partir do amor às artes marciais mas também da necessidade de se formarem clubes, no âmbito do IPDJ e da Federação do Taekwondo, logo nessa fase inicial “a adesão foi boa”, recorda o mestre.

“Sucede que através do passa a palavra mais e mais praticantes foram aparecendo atraídos pela estética da modalidade, que “utiliza muito os pontapés, saltos de pernas e rotações, o que a torna numa arte muito dinâmica e gratificante”.

Actualmente a funcionar no Planeta Ginásio, em São Miguel, em Ovar, o Fast Kick tem um espaço próprio e autónomo onde evoluem perto de 40 atletas praticantes.

Numa fase inicial, “apenas se participava nas competições de forma esporádica, mas mais recentemente sentiu-se a necessidade de alguns jovens que desejavam a vertente competitiva desportiva e foi preciso reorientar a estratégia para se adequar às necessidades”. “Virámo-nos igualmente para o treino mais desportivo e nos últimos anos temos tido alguns campeões distritais, cadetes, juniores, séniores e até alguns resultados nacionais, como um vice-campeão em cadetes o ano passado”.

João Paulo Cruz não tem pressas. “A pouco e pouco, temos conseguido, num curto espaço de tempo, formar alguns campeões, sabendo que há um nível elevado da modalidade em Portugal”.

Embora as dificuldades surjam pelo caminho, nomeadamente, porque os atletas são estudantes e os treinos têm que se adequar ao seu horário, por exemplo, o Mestre mostra-se orgulhoso do trabalho que vem realizando e não alinha em discursos miserabilistas, lidando com os problemas financeiros sem mendigar apoios, resolvendo-os dentro de casa.

E não fecha as portas a ninguém: “Qualquer pessoa pode praticar a modalidade no clube, garantindo João Paulo Cruz que a carga de treino é sempre a adequada à pessoa e à sua condição de forma física”.

Os objectivos mais próximos são os mesmos de sempre: “Formar bons seres humanos, boas pessoas, bons praticantes e e só depois desportistas”. “É muito gratificante ver miúdos, que entraram aqui com 6, 7 anos, hoje aos 15, 16 anos, os homens em que se tornaram”. E termina: “Os resultados desportivos são efémeros enquanto que a formação do carácter é definitiva”.

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