Cultura

FIMO regressa nove anos depois para ocupar praças e jardim (Público)

 

O Festival Internacional de Marionetas e Artes de Rua de Ovar (FIMO) despediu-se em Junho de 2005, na sua sétima edição. O evento que se destacava na programação cultural do município vareiro, até pela particularidade de ser realizado exclusivamente ao ar livre com marionetas de vários países, está de volta nove anos depois. O novo executivo da agora União de Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã, prometeu reactivar a iniciativa e vai cumprir com a palavra.

As datas já estão marcadas no calendário. A 13, 14 e 15 de Junho, de sexta-feira a domingo, haverá espectáculos de marionetas em três palcos próximos entre si, na Praça das Galinhas, no Jardim do Cáster e no largo do tribunal da cidade. A União de Freguesias manterá a filosofia do FIMO que esteve em cartaz durante sete anos. Espectáculos ao ar livre e em simultâneo, companhias portuguesas e estrangeiras, são ponto assente. A gratuidade para o público também não será beliscada e a ideia de não cobrar bilhetes tem prazo dilatado. “Os espectáculos são todos gratuitos e é um objectivo que gostaríamos de manter para sempre”, adianta Nuno Sampaio Pinto, secretário da União de Freguesias.

A programação ainda não está totalmente fechada. São esperados grupos nacionais e companhias de Espanha, Argentina, faltando confirmar a presença de um colectivo de Israel. As inscrições para os voluntários estão abertas e a autarquia quer aproveitar os conhecimentos adquiridos pela prata da casa ao longo das várias edições do FIMO. O modelo de funcionamento não sofrerá, portanto, alterações significativas.

As contas estão feitas, os tempos são outros, e os políticos locais esperam gastar menos um terço do que foi investido na última edição, prevendo retirar do seu orçamento cerca de 15 mil euros. Esticar o FIMO a outros palcos das quatro freguesias é uma hipótese não descartada. “O facto deste ano o FIMO ser realizado em Ovar, não quer dizer que, no futuro, não possamos alargar a outras zonas da União de Freguesias”, revela o responsável.

“Assumimos, durante a campanha, que iríamos respeitar as tradições e festividades das quatro freguesias que foram agregadas. Dissemos que o faríamos se reuníssemos as condições financeiras e logísticas. E é isso que estamos a fazer”, refere o secretário da União de Freguesias. “É uma iniciativa demasiado importante, com muito sucesso, para não a retomarmos”, sublinha. (in Público)

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