
A cidade de Ovar recebe mais uma edição do Festival Internacional de Marionetas de Ovar (FIMO), e este sábado presta homenagem ao percurso de 26 anos de Rui Sousa, diretor artístico e figura incontornável da arte da marioneta em Portugal. “Foi aqui que tudo começou”, recorda o feirense.
A carreira de Rui Sousa no mundo das marionetas começou no ano 2000, em Ovar. Inicialmente a trabalhar como ilustrador e professor de Educação Visual, apaixonou-se pela arte após participar num ciclo de formações e oficinas do FIMO, iniciando o seu percurso como um espetáculo de “one man show”.
Ao longo de 26 anos, Rui Sousa construiu um percurso ímpar: desde as primeiras experiências com marionetas de papel e espuma, até à criação de espetáculos de fios, marionetas gigantes e reinvenções do tradicional Teatro Dom Roberto. A sua missão sempre foi clara — levar as marionetas a todos, dos palcos internacionais a escolas, hospitais, lares e centros de saúde mental.
O FIMO deste ano não é apenas uma mostra de espetáculos; é também um tributo a uma carreira que se confunde com o próprio FIMO, cruzou fronteiras, formou públicos e inspirou novas gerações.
Nestes dias, Ovar celebra a magia por detrás dos fios, a universalidade desta arte e celebra Rui Sousa.
Há 25, quase 26 anos atrás, estreei ‘Brainstorming’ no @fimo_ovar .
Foi de facto uma viragem na minha vida profissional.
A paixão pelas marionetas foi tanta que me tornei marionetista profissional desde então. Foi uma aventura na qual em cerca de 3 ou 4 meses construí 12 marionetas das quais resultaram 6 cenas. Todos os personagens, de técnicas variadas de manipulação, eram apresentados a pares e cada personagem desses pares funcionava como o contrário da outra.





