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Forte crescimento no desemprego após primeiro confinamento

O distrito de Aveiro registou em dezembro 22.787 desempregados inscritos nos centros de emprego, mais 4.551 (24,9%) do que em dezembro de 2019, de acordo com dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) consultados hoje pela Lusa.

Desde o início do de 2020, agosto foi o mês com mais desempregados no distrito (24.795), mas o maior crescimento no desemprego verificou-se no mês de abril, período em que decorreu o primeiro confinamento obrigatório no país devido à pandemia de covid-19.

Nesse mês, estavam desempregadas 22.755 pessoas nos 19 concelhos do distrito de Aveiro, o que representa um aumento de 13,1% face ao mês anterior.

O concelho de Ovar, a primeira região a ser alvo de uma cerca sanitária, ficando totalmente fechada à entrada e saída de pessoas para travar a propagação do novo coronavírus, começou a sentir mais cedo os efeitos da crise trazida pela pandemia, contabilizando mais 206 desempregados (+11,7%) no mês de março.

A nível distrital, o desemprego aumentou em todos os concelhos do distrito, com exceção de Sever do Vouga, onde se registou uma redução de 51 desempregados.

Quanto a aumentos homólogos, o mais pronunciado deu-se no concelho de Oliveira de Azeméis (+42,7%), seguido de Arouca (+40,6%) e Castelo de Paiva (35,1%).

Em dezembro de 2020, o concelho que tinha mais desempregados inscritos nos centros de emprego era Santa Maria da Feira (5.378), seguido de Aveiro (2.727) e Ovar (1.976).

O relatório do IEFP mostra ainda que, após a descida do desemprego verificada a partir de setembro, a tendência inverteu-se em dezembro, com o distrito de Aveiro a registar mais 212 pessoas sem trabalho do que em novembro.

As mulheres continuam a ser as mais afetadas, totalizando mais de metade dos desempregados no distrito (57,5%).

O desemprego de longa duração (pessoas que estão no desemprego há mais de um ano) atinge 9.404 pessoas, ou seja, 41,2% do desemprego do distrito.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.129.368 mortos resultantes de mais de 99,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 10.721 pessoas dos 643.113 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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