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Furadouro: A história de um salvamento com final feliz

Para Júlia Pinto era mais um final de dia na praia do Furadouro igual a tantos outros, apenas lhe faltou ir ao banho. “Já eram 19.30 horas e o mar parecia estar melhor do que tinha estado durante a tarde – sempre bandeira amarela, e decidi entrar no mar”.

Ao vê-la a afastar-se, mar adentro, o namorado não se cansava da a chamar. “Quando percebi que já não tinha pé e que estava bastante longe da praia, comecei a chamar por socorro”. Aos pedidos da Júlia Pinto, juntaram-se os do grupo com quem estava a fazer praia na zona norte, não vigiada.

Dois amigos foram chamar os nadadores-salvadores à parte central da Praia do Furadouro. Nesse intervalo de tempo, “fiquei no mar, a aguentar que os nadadores-salvadores chegassem, pois eu estava muito afastada da zona deles”, conta. mesmo assim, “mantive sempre a calma, apesar de pensar que poderia não conseguir voltar, mas sabia que se estivesse muito nervosa e exaltada, podia ficar sem saber o que fazer”.

Os nadadores-salvadores não a conseguiram encontrar logo, até que Júlia gritou e um deles ouviu e localizou-a. Fizeram-se ao mar sem demoras. “Foi um salvamento difícil porque estava muita corrente e foi por mérito da equipa de nadadores que consegui sair do mar, sem engolir muita água e sem me ter afogado”.

Hoje, está imensamente grata. “Se não fosse o trabalho deles eu não teria voltado desta viva, foram sempre impecáveis comigo e trataram-me muito bem”.

Júlia Pinto escreveu esta mensagem na sua página do Facebook “para poder alertar as pessoas do quão perigoso pode ser o mar, perigoso e traiçoeiro e meter na cabeça das pessoas que com o mar não se brinca”.

“Eu não respeitava o mar, mas depois de ontem vou ter muito mais cuidado e só vou entrar quando estiver bandeira verde”.

Ela vai ficar eternamente grata à equipa de nadadores-salvadores que lhe salvou a vida: “Mil vezes obrigada a todos que me ajudaram no salvamento!”

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