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Gopaca investiu seis milhões de euros com ajuda do QREN para duplicar negócio

Embaixador de Espanha inaugurou sexta-feira projecto da empresa que embala 20% das exportações nacionais.

Um barómetro das exportações portuguesas. É assim que a Gopaca se descreve a si própria. A razão? Porque 20% das vendas ao exterior são feitas em embalagens desta empresa com sede em  Gondesende, Esmoriz.

Graças a três projectos de inovação, que obtiveram financiamento comunitário, a Gopaca desenhou um plano de negócios que passa por crescer 70% nos próximos cinco anos e criar mais trinta postos de trabalho.

Única na Europa a produzir na mesma unidade fabril papel em favo (honeycomb) e cartão canelado, a Gopaca recebeu o embaixador de Espanha, Eduardo Junco, no âmbito do programa “Embaixadorias” do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Uma iniciativa que visa inovar na diplomacia económica, levando os embaixadores acreditados em Lisboa às empresas nacionais. A primeira foi protagonizada pelo embaixador da China, Huang Songfu, a 23 de Outubro.

Eduardo Junco inaugurou o projecto [email protected], que permitiu à empresa automatizar todo o processo de produção, para reduzir a presença de empilhadoras na fábrica, implementar um armazém inteligente que gere até dois dias de produção e criar uma linha de produção com a maior largura do país (2,8 metros em vez dos tradicionais 2,5) o que ajuda a reduzir os desperdícios, explicou ao Económico o administrador Carlos Alves.

O projecto [email protected] representou um investimento total de 6,72 milhões de euros, tendo recebido uma comparticipação reembolsável de 3,69 milhões de euros em fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional. Mas esta não foi a única experiência da empresa com o QREN. Carlos Alves conta que a empresa tem outros dois projectos – um já concluído e que passou pela duplicação da área coberta da fábrica – que obtiveram financiamento comunitário e estão “atentos aos novos incentivos” do Portugal 2020 e “as necessidades de investimentos”.

Carlos Alves, o único administrador que não pertence à família do proprietário da Gopaca, Simão Rocha, conta que já investiram 28 milhões de euros nos últimos seis anos. A empresa contratou nos últimos três 25 a 30 pessoas, mas nos próximos cinco anos pretende criar mais 30 postos de trabalho.

Em causa está exportar para novos mercados além de Espanha, França, Marrocos, Angola e Moçambique, e dentro destes oferecer soluções integradas. Mas também propor aos clientes soluções alternativas.

A Gopaca que teve um resultado líquido de 1,2 milhões de euros em 2013 e um nível de facturação de 25,5 milhões, pretende este ano aumentar esta facturação para 28,5 milhões. O próximo ano será ” de velocidade cruzeiro”, garante Carlos Alves já que os investimentos agora feitos estarão em pleno funcionamento. (DE)

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