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Gostas de Matraquilhos? Esta festa é para ti

Não se consegue perceber com exatidão qual é a origem dos matraquilhos. Terá nascido nos finais do século XIX, acompanhando também o surgimento do futebol moderno. Mas foi o inglês Harold Searles, em 1921, que registou a primeira patente, em 1921. Lá fora, apelidam o futebol de mesa, de “Fussball”. Por cá, apenas matraquilhos, ou ‘matrecos’. “Chama-se assim, talvez devido ao matraquear dos bonecos e do barulho”, explica António Carrinho, diretor da maior fábrica de matraquilhos, a nível nacional, que fica na Anadia.

Com o declínio da cultura do café, os tempos passados entre imperiais, tremoços e umas partidas de matraquilhos foram trocados pelo comando da consola ou pelo esgravatar no telemóvel. Hoje em dia, são poucos os que juntam trocos, em geral 50 cêntimos, para bater umas bolas.

“Notamos que as novas tecnologias afastam dos jogos mais tradicionais. É mais fácil ficar em casa e jogar virtual do que se deslocar a um clube e fazer a prática”.

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O mercado da saudade é muitas vezes o motor de uma indústria. É o sentimento que percorre a alma de muitos emigrantes, que procuram recuperar os brinquedos de infância.

“Onde há emigrantes, há matrecos portugueses e as pessoas não encontram lá [nos países onde vivem], os matrecos da infância. Em Portugal só temos um tipo, noutros países há vários e são sempre diferentes. As pessoas pedem matraquilhos para os Estados Unidos e para a Austrália. Vende-se muito a particulares”, explica António Carrinho.

O ‘matraquear’, que resulta do choque entre o boneco de chumbo e as bolas pesadas faz parte de um imaginário que as Festas de São Domingos de Gusmão, no Sobral, em Ovar, quer recuperar, ao integrar um torneio da modalidade na programação que arrancou na terça-feira e se conclui no próximo fim de semana.

Vamos a isto?

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