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Governo avança com obras urgentes no Furadouro e prepara mega reposição de areia em Ovar

A ministra do Ambiente identificou, esta terça-feira, em Ovar, um conjunto de intervenções consideradas urgentes para minimizar os danos provocados pelas recentes tempestades na praia do Furadouro, anunciando também uma futura reposição de areias de dimensão inédita no concelho.


Apesar de já estarem em curso obras de reforço dos esporões e da estrutura longitudinal aderente, Maria Graça Carvalho alertou que os estragos causados pelo conjunto de tempestades que atingiu o país nos meses de janeiro e fevereiro obrigam a novos trabalhos. A intervenção, inicialmente prevista para estar concluída até meados do ano, deverá assim prolongar-se por mais alguns meses.

Entre as prioridades apontadas pela governante estão a reconstrução do muro marginal do Furadouro, o reforço do cordão dunar e do dique fusível da Barrinha de Esmoriz, bem como uma reposição pontual de areia em várias praias do concelho. Estas ações integram um protocolo hoje assinado entre a Câmara Municipal de Ovar e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com um investimento de 375 mil euros. A maioria dos trabalhos deverá estar concluída até ao início da época balnear, ficando os restantes finalizados até ao final do ano.

Relativamente à perda significativa de areais registada nos últimos meses, o presidente da APA, José Pimenta Machado, manifestou confiança na recuperação natural das praias com a acalmia do mar após o inverno. Ainda assim, garantiu que a situação será monitorizada e, caso necessário, poderá avançar-se para uma reposição artificial de areia, de forma a assegurar condições de segurança e utilização durante a época balnear.

O concelho de Ovar, considerado o mais vulnerável do país em termos de erosão costeira, deverá ainda receber uma intervenção de maior escala, já em fase de preparação. Segundo o responsável da APA, trata-se de uma operação “de grande magnitude, como nunca foi feita em Ovar”, que abrangerá as praias do Furadouro, Cortegaça e Maceda.

Embora sem data definida para o arranque, esta empreitada terá de ser executada no atual quadro comunitário de apoio, com conclusão prevista até ao início de 2029. Só os estudos e a avaliação de impacte ambiental deverão custar cerca de um milhão de euros, enquanto o investimento global poderá atingir os 15 milhões.

A dimensão da operação foi ilustrada pelo presidente da Câmara de Ovar, Domingos Silva, que destacou que estarão em causa mais de dois milhões de metros cúbicos de areia, o equivalente a milhares de camiões. “Estamos a falar, na prática, de uma praia nova na costa de Ovar”, concluiu.

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