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Hospital de Ovar pode vir a integrar Unidade Local de Saúde

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, deu início ao processo conducente à criação de uma Unidade Local de Saúde, englobando o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, os centros de saúde desse território e ainda o Centro de Saúde e Hospital de Ovar.

Neste âmbito, o Hospital de S. João da Madeira voltará a ter urgências, o que o autarca sanjoanense, Ricardo Oliveira Figueiredo, considera ser “um passo de grande relevo estratégico a caminho de uma mais integrada prestação de cuidados na região”.

Recorde-se que, em Junho último, durante a sessão comemorativa do cinquentenário do Hospital de Ovar, o presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, avisou que o hospital vareiro deve ser objecto de uma “discriminação positiva”, que pode traduzir-se na “criação de uma Unidade Local de Saúde ou no estabelecimento de uma parceria com o Centro Hospitalar do Baixo Vouga ou com o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga”.

A integração do Hospital de Ovar numa Unidade Local de Saúde e a sua consequente integração no Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga foi o motivo central de uma reunião em Lisboa entre uma delegação do PS de Ovar e o secretário de Estado da Saúde, durante a qual se lembrou a “primordial importância de que se reveste a referenciação definitiva ao Hospital São Sebastião”.

Os socialistas manifestaram, igualmente, o seu empenho junto do Governo, na reabertura das urgências, bem como, a sua “frontal oposição a qualquer possibilidade de encerramento do atendimento nocturno na Unidade de Saúde João Semana, alegadamente proposta pela gestão da unidade hospitalar”.

No despacho do secretário de Estado, publicado no passado dia 19, em Diário da República, pode ler-se que “a correta classificação dos serviços de urgência/emergência do Serviço Nacional de Saúde é determinante para uma resposta eficaz e eficiente ao nível dos cuidados de saúde urgentes e emergentes, e fulcral para a sua adequada integração no Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e articulação com os meios de emergência do Instituto Nacional de Emergência Médica, I. P. (INEM, I. P.)”.

Todas as situações clínicas enquadráveis na definição de cuidados urgentes e emergentes necessitam assim de “referenciação para unidades com a diferenciação adequada para um atendimento correto sob o ponto de vista técnico e científico”.

Nesse sentido, “uma correta referenciação e classificação dos serviços de urgência/emergência torna -se decisiva”, pelo que houve que houve que adaptar a tipologia da prestação de serviços de urgência nos hospitais cuja gestão foi acordada com as Santas Casas da Misericórdia e depois anulada.

“Assim, a classificação efectuada dos serviços de urgência através do Despacho n.º 13427/2015, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 228, de 20 de novembro (?) deve ser corrigida, designadamente no que respeita à harmonia da arquitectura da rede, ao aproveitamento da capacidade instalada dos estabelecimentos do SNS e à equidade no acesso pelos utentes do SNS aos cuidados de saúde urgentes/emergentes”.

 

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