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Imaginarius: Linha da vida vs Linha do Vouga

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O Imaginarius – Festival Internacional de Santa Maria da Feira volta a ocupar o centro histórico da cidade de Santa Maria da Feira, Nos dias 23, 24 e 25 de Maio.

A abrir, esta quinta-feira, o coletivo turco Compagnie du Paon, que em 2018 actuou no Imaginarius e venceu a secção de novos talentos, traz ao festival o espectáculo “Curva”, sobre a influência do espírito nas lutas do envelhecimento.

Com três exibições até sábado, a produção dirigida pelo coreógrafo e bailarino turco, Emre Yildizlar, resulta agora de uma encomenda oficial do Imaginarius e levará ao Museu Convento dos Loios aquilo que o próprio artista define como “uma composição de várias séries de movimentos constituídas por reações de três performers ao espaço e a si mesmos”.

O tema que a companhia fundada em 2016 escolheu para o espectáculo explora vários contrastes da experiência humana – jovem-velho, rápido-lento, belo-feio, maturo-infantil, cérebro-coração – e propõe-se assim abordar “a maior maldição da vida humana: o envelhecimento”.

Linha do Vouga
O festival de artes de rua inclui este ano um espectáculo, uma instalação sonora e uma exposição fotográfica sobre a “arcaica, ambígua e indefinida” Linha Férrea do Vouga.

A descrição é de Francisco Oliveira, que, no âmbito de uma residência artística no Imaginarius Centro de Criação, estudou durante cerca de sete meses o percurso do chamado “Vouguinha” e aí recolheu sons, objectos e imagens que agora dá a conhecer ao público em duas vertentes complementares.

Uma é a exposição fotográfica “II? Duas Linhas e Três Pontos”, que, inspirada por testemunhos recolhidos no âmbito do projeto “140 Mil Memórias”, já está patente no Museu Convento dos Loios e até 06 de junho pretende funcionar como “um memorial de experiências” dos utilizadores da Linha do Vouga, cruzando imagens analógicas, digitais e instantâneas com objetos recolhidos ao longo do percurso e peças escultóricas por ele motivadas.

A outra componente do projeto revela-se no terreiro do Orfeão da Feira em três sessões durante o festival e envolve uma instalação que, adotando o mesmo nome da mostra fotográfica, obedece a um “2.º Andamento”. Recorre a sons reais ou sintetizados desse percurso ferroviário para explorar “a experiência de viver com algo que se situa entre a presença e o esquecimento, entre o uso e o abandono, entre o que é visível à passagem e aquilo que está nas sombras, entre aquilo que gera carinho nas pessoas e aquilo que lhes motiva desprezo”.

Perspetiva diferente da paisagem do “Vouguinha” será a apresentada por Daniel Padrão no espetáculo “Viagem de Memórias”, que, também em estreia absoluta e resultando de uma encomenda do Imaginarius, instalará os espectadores dentro de um autocarro – “mais viável” do que o comboio em termos cénicos – e trilhará com eles “um percurso sonoro por terras de Santa Maria”.

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