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Intervenção na ria de Aveiro é a “mais relevante” no litoral

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“Esta é de facto, das 50 intervenções em causa, muito provavelmente, a mais relevante de todas. Estamos a falar de um investimento, com IVA, de 23,5 milhões de euros”, disse Matos Fernandes, durante a celebração do 10.º aniversário da sociedade Polis Litoral Ria de Aveiro (PLRA), que assinou esta tarde em Ovar o contrato para a empreitada “Transposição de Sedimentos para Optimização do Equilíbrio Hidrodinâmico na Ria de Aveiro”.

Numa sessão que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, do presidente da PLRA, José Carlos Pimenta Machado, e do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves, o ministro do Ambiente realçou o papel e a riqueza da ria de Aveiro.

Em causa está a empreitada de “Transposição de Sedimentos para Optimização do Equilíbrio Hidrodinâmico na Ria de Aveiro”, que, conhecida como “Desassoreamento da Ria”, é adjudicada por 17,5 milhões de euros às empresas ETERMAR – Engenharia e Construção S.A., Manuel Maria de Almeida e Silva & CIA. S.A. e Rhode Nielsen AS – Sucursal em Portugal.

A obra já implicou cerca de 1,5 milhões de euros na elaboração de diversos estudos e do projecto de execução, e deverá envolver mais um milhão de euros para implementação de programas de monitorização e fiscalização da empreitada.

José Carlos Pimenta Machado justifica o investimento afirmando que a obra é “há muitos anos esperada na região” e permitirá “minimizar vários dos problemas que a ria apresenta, dado que visa a melhoria das condições de navegação dos canais, o reforço das margens em zona baixas ameaçadas pelo avanço das águas, a alimentação de sedimentos no litoral e a melhoria dos valores naturais”.

O presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, concorda: “Estamos a falar de uma obra estruturante que era aguardada há muito tempo por sabermos que irá potenciar imenso uma das principais riquezas naturais do nosso concelho, seja ao nível das actividades de recreio na ria, seja no que se refere ao desporto e turismo náuticos”.

Sem esquecer os quebra-mares previstos para as praias do Furadouro e de Cortegaça, o autarca realça ainda que “é importante que o desassoreamento chegue à praia do Areínho, para potenciar a sua atractividade balnear, e também aos cais da Ribeira e do Puxadouro, para viabilizar a entrada de embarcações nesse ponto da ria”.

Marcando o 10.º aniversário da constituição da Polis Litoral, o contrato de empreitada a assinar no sábado envolve dois grupos de obras para a mesma intervenção: o Lote 1, cobrindo a extensão desde o canal de Ovar até Pardilhó e Carregal, passando pelo canal da Murtosa, e o Lote 2, focado nos canais de Ílhavo, do Lago do Paraíso, de Mira e da zona central da ria.

O prazo de execução global é de 15 meses e prevê um conjunto de operações para dragagem dos fundos dos canais da Ria de Aveiro e deposição dos respectivos sedimentos em margens e amotas para reforço de zonas baixas ameaçadas pelo avanço das águas.

“Uma parte dos sedimentos será também depositada no mar, de forma a reforçar a deriva litoral, contribuindo desta forma para a minimização de riscos, especialmente de erosão costeira. Estão ainda previstos o balizamento e a sinalização dos canais de navegação da ria de Aveiro, bem como a estabilização das condutas da empresa Águas do Centro Litoral, nas travessias dos canais de Mira e de Ílhavo, no rio Boco”, acrescenta a Polis.

A intervenção é ainda apontada como “muito positiva do ponto de vista de impactes socioeconómicos”, pois tanto os municípios da região como a Polis acreditam que o desassoreamento ajudará a um maior usufruto da ria por parte das populações e estimulará o desenvolvimento de actividades empresariais e turísticas.

A Polis espera obter “condições mais favoráveis ao desenvolvimento de actividades nas margens da ria de Aveiro, que ficarão menos sujeitas a galgamentos e inundações por água salgada”, e também mais embarcações nas infraestruturas de acostagem existentes ao longo da ria, com o consequente “incremento do turismo e de atividades marítimo-turísticas em canais mais diversos”.

(Ler artigo completo da Agência Lusa)

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