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Ivo Machado: “A poesia mata-me a sede”

Com a habitual mas sempre entusiasta moderação de Carlos Nuno Granja, a última edição do À Palavra trouxe Ivo Machado ao Museu.

A conversa com o autor, nascido em 1987 e que se viria a fixar no Porto, foi como realizar uma extraordinária viagem literária, revivendo memórias de um autor que ainda estudante do Liceu se revelou poeta.

Carlos Nuno Granja perguntou-lhe “o que é poesia?”. A resposta foi pronta, “não sei!” e assim iniciaria um diálogo em que se cruzaram muitas histórias, como agradáveis resumos da sua já longa viagem por países latinos americanos e europeus, de que falou sobre amigos, lugares, acontecimentos nesta sua caminhada de participação em encontros com escritores e a dar voz aos seus poemas, editados em línguas como: castelhano, inglês, eslovaco, húngaro, italiano e bósnio.

Um serão em que Ivo Machado foi introduzindo definições sobre “o que é poesia”, até se situar na que melhor correspondeu ao seu próprio percurso poético arrebatador ao afirmar que “a poesia mata-me a sede”, prendendo assim a atenção dos presentes com os seus testemunhos de amizade e convívio com nomes da literatura e da poesia como Sofia Mello Breyner ou Natália Correia. Mas também Amália Rodrigues ou Fernando Lopes Graça que musicou para canto lírico 7 dos seus poemas a que chamou “Sete Breves Canções de Mar dos Açores”.

Inevitável foi a abordagem à sua influencia poética em que partilhou o momento que o fez despertar para a poesia de Garcia Lorca como sendo “o meu embate com a poesia”, tendo publicado, em 1998, “Cinco Cantos com Lorca e Outros Poemas”.

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