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Já provou os biscoitos feitos com farinha de arroz de Salreu?

Aproveitando a “embalagem” da renovada cultura de arroz na freguesia de Salreu, em Estarreja, a Pastelaria Campinos preparou uma gama de biscoitos com a particularidade de serem confeccionados com farinha desse arroz colhido nos campos do Baixo Vouga.

Isabel Nogueira e Nuno Almeida são os proprietários da padaria que procedeu ao lançamento do novo produto recentemente, numa sessão que contou com a presença do presidente da Junta de Freguesia local.
Isabel Nogueira diz que “estes biscoitos são muito saudáveis, sem corantes, nem conservantes, e feitos com farinha 100% biológica” e que podem ser adquiridos em quatro variedades: biscoitos naturais, biscoitos com coco, biscoitos com chocolate e broinhas de arroz.

“Esta é uma iniciativa que vai ao encontro da reactivação da cultura do arroz em Salreu”, explica Isabel Nogueira. Tendo sido uma acção impulsionada pela autarquia local, a proprietária da padaria refere que, “em conversa com o senhor presidente da Junta, decidimos lançar esta linha de doces feitos com a farinha que resulta da moagem do arroz”.

Os biscoitos têm todos a base do arroz de Salreu e são, segundo Isabel Nogueira, “excelentes para acompanhar um café, um chá, mas são bons para todas as ocasiões e em especial para esta quadra festiva”.
Todos os biscoitos são embalados com os símbolos da pastelaria e da Junta de Freguesia, que se associa à iniciativa por conhecer a qualidade do produto. “Cada saco tem 100 gramas e o preço não deve exceder os dois euros”, diz Isabel Nogueira, que acrescenta que o mentor da iniciativa é Nuno Almeida.

Recuperação do cultivo do arroz
A Junta de Freguesia de Salreu dinamizou, com sucesso, no último ano, um projecto de recuperação do cultivo de arroz, acompanhando todo o processo, desde a sementeira até à colheita.

Manuel Almeida, presidente da autarquia, explica que “sempre houve uma forte tradição de cultivo de arroz nesta freguesia e na região”. “Chegámos a ter uma fábrica de descasque de arroz, construída pelo Visconde de Salreu, tal era a produção no início do séc. XIX”. O produto “faz parte da nossa identidade, carrega as histórias de vida de muitos de nós e dos nossos antepassados e promove Salreu”.

Manuel Almeida partiu, então, para sensibilizar alguns agricultores no sentido de retomarem a actividade, “mas não foi fácil”, recorda. Depois do arroz colhido e da sua qualidade comprovada, a autarquia tem expectativas de que “a área cresça e que surjam mais agricultores para o ano que vem”. A procura do produto tem sido tal que a área disponível para o cultivo do arroz deve quintuplicar.

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