conviver e aprender com a sua maior referência, o avô José, sobrevivente do mítico Conjunto Oliveira Muge.Transmissão reiseira“Depois de cerca de 50 anos a cantar os Reis foi difícil”, confessa, pois “há sempre muito convívio e fazem-se ali amigos para a vida” “Na primária, eu era sempre solista, não sei porquê…”, interrompe o neto Bernardo Libório, entre risosHoje sente que o seu legado perdura ao verificar que “o meu neto gosta de estar na troupe”.“Havia resistência em deixar as mulheres entrarem porque nestas troupes há coisas que são só para homens (risos)”, sustenta José Muge“No tempo do António Dias Simões, só podia haver instrumentos de cordas e hoje já se vêem outroscom a chegada do Padre Bastos a Ovar que, “junto do José Maria Graça, que era o responsável do serviço de Turismo na altura, se fez força para que as músicas passassem a ser originaisJuventude e tradição“É a troupe que admiro mais, onde tudo é feito por eles, gente nova, com uma certa abertura para outros caminhos”“O meu avô ensaiava as vozes e esse cuidado é importante para ter uma certa qualidadeJosé Muge só tem pena que a tradição tenha evoluído em muitos aspectos menos nas apresentações nos estabelecimentos comerciais da cidade.classificação a Património Cultural Imaterial de Portugal, tendo sido publicada a inscrição em Diário da República.É também uma responsabilidade mas é mais um alerta para a juventude abrir os olhos para que não se deixe esmorecer esta tradiçãoVemos que ainda há muita disposição dos mais antigos, mesmo em condições complicadas, porque é frio andar na rua, depois entramos numa casa e está quente e depois saímos e está frio e depois quente outra vez. É duro”Luís Ventura in Diário de Aveiro



