Guerra da Ucrânia

Maceda: A Alina “regressou” à escola

A Alina entrou pé ante pé, de sorriso tímido. A Escola Básica de Maceda é onde vai passar grande parte do seu tempo, no futuro mais próximo.

Alunos, docentes e funcionários receberam a primeira aluna oriunda da Ucrânia na escola com a simpatia e o amor que estas crianças nos inspiram nestes tempos conturbados.

A comunidade escolar deu as boas-vindas à Alina, desejando que se sinta confortável na etapa da sua vida que agora inicia.

O presidente da Junta de Freguesia de Maceda, Miguel Silva, tem acompanhado todo este processo com todo o pormenor e deixou “um enorme agradecimento à Anastasiya, pela empatia e espírito solidário que demonstrou na receção à nova colega”.

Outra menina ucraniana que o nosso jornal tem acompanhado desde a primeira hora, Anastacya Komarenco, continua na Ucrânia.

A última missão de António Silva não conseguiu chegar perto da cidade de Ivankiv, onde ela vive e se espera esteja bem, já que o casal que a recebe em Ovar todos os anos, terá tido uma informação que aponta para que esteja viva.

Nas últimas semanas, os dois agrupamentos de escolas de Ovar receberam uma dezena de crianças ucranianas, fugidas da guerra.

Falar português é o objectivo inicial. Embora aprendam depressa, para já, a comunicação é feita em várias línguas e por gestos, entre professores e auxiliares, com a preciosa ajuda dos telemóveis que dispõem de tradutor automático.

O plano seria a integração progressiva no currículo português, a começar com as aulas de Português Língua Não Materna, mas as orientações mais recentes que a Direcção-Geral da Educação (DGE) enviou às escolas preveem uma outra opção: que os alunos possam também continuar a frequentar o sistema ucraniano.

Para alguns alunos, a escola de origem, agora a milhares de quilómetros de distância, conseguiu manter o ensino ‘online’ e passou a estar à distância de um clique, mas a nova sala de aula é na escola portuguesa, que assegura os meios necessários.

No entanto, há também alunos que querem continuar a aprender em ucraniano, mas não têm a opção das aulas ‘online’ da escola antiga. Nesses casos, podem recorrer ao ensino remoto de emergência na Ucrânia, através da plataforma Escola Online Nacional, com aulas em todas as disciplinas e todos os níveis de ensino.

Em qualquer dos casos a disciplina Português Língua Não Materna é sempre obrigatória, por isso a DGE sugere que os estabelecimentos de ensino definam o período de permanência na escola em articulação com o horário das aulas ‘online’ e tendo em conta a idade, o nível de ensino, as aulas de português e outras medidas de integração.

“O ensino à distância também é recomendado para crianças com necessidades educativas específicas e, nestes casos, os professores e pais/encarregados de educação podem implementar um currículo personalizado usando diferentes canais de comunicação”, refere o documento enviado às escolas.

Com agência Lusa.

 

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