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Manuel Povea: “Ovar tem grande cultura em torno do basquetebol”

Nestes dias de confinamento geográfico em que a Arena Dolce Vita, casa da Ovarense Basquetebol, se transformou em Hospital, a Federação Portuguesa de Basquetebol (FF) está a recordar alguns dos momentos marcantes do clube vareiro ao longo desta semana. Assim, falou com o último dos treinadores responsáveis por manter a Ovarense no caminho dos triunfos, Manuel Povea.

O técnico lembra com saudade os meses que passou em Ovar: “Ter três treinadores diferentes era uma situação muito complicada para os atletas. Para mim foi um desafio, devido à pressão e ao nível da equipa. Nos meses que estive em Ovar era constantemente abordado na rua pelos adeptos, que me pediam sempre o tricampeonato, há uma grande cultura em torno do basquetebol”, confessa.

Com a memória fresca do jogo que deu o “tri”, o treinador espanhol recordou o ambiente fervilhante vivido na recém-construída Arena de Ovar: “No último jogo tínhamos a grande vantagem de jogar em casa, que estava repleta e com um ambiente fantástico e realmente a equipa jogou muito bem em todos os aspectos. Fiquei muito feliz pela conquista”, concluiu.

O actual timoneiro do clube, Nuno Manarte recorda que a qualidade dos plantéis vareiros fez a diferença nas sucessivas caminhadas para o título, tal como a capacidade do staff técnico em orientar as respectivas equipas: “Tínhamos os melhores jogadores, o talento fez a diferença. Lembro-me de três jogadores que tinham um papel muito importante, porque eram líderes. Ian Stanback em 2005/06, Shawn Jackson em 2006/07 e o Miguel Miranda nesta última temporada e em 2007/08. Mas há que dar muito mérito aos treinadores que conseguiram montar colectivos muito fortes – Henrique Vieira, Luís Magalhães e Manuel Povea. Funcionávamos como equipa, havia gente capaz de fazer tudo. Os papéis estavam bem definidos”, relembra.

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