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MARIA e Câmara de Ovar unidos pela Ria

A Câmara Municipal de Ovar e o MARIA – Movimento de Amigos da Ria de Aveiro vão colaborar na promoção e defesa do espaço integrado da Ria de Aveiro, “enquanto realidade socio-económica necessária e indispensável ao desenvolvimento regional e à prosperidade das populações”.

O acordo foi hoje alcançado durante uma reunião com o presidente Salvador Malheiro que se prolongou durante mais de uma hora. Tanto o autarca como o MARIA, concluíram, no entanto, que seria desejável fazer um pequeno esforço complementar e alargar adicionalmente, em moldes a definir, o plano do desassoreamento em curso a algumas zonas das margens onde se encontram as infraestruturas dos clubes e associações náuticas e da pesca profissional.

Se se mantiver o actual plano do desassoreamento já iniciado, vamos ficar com uma rede razoável de “autoestradas” na Ria, que são os canais de navegação, mas vamos permanecer com os ramais de acesso a essas vias congestionados e sem condições adequadas à navegação, explicaram Hélder Ventura, Paulo Ramalheira e Pedro Martins Pereira, os responsáveis do Movimento na reunião.

Por isso, concluíram na sua exposição ao presidente ovarense, este é o momento certo para todos pensarmos na forma e no modelo que deverá ser seguido complementarmente de modo a que, com um pequeno esforço adicional dos poderes públicos, a nossa Ria, de Ovar a Mira, possa ficar melhor, mais limpa e mais em harmonia com as necessidades da navegação.

Já na fase final da reunião, Salvador Malheiro disse identificar-se com os fundamentos consignados na Carta de Princípios do MARIA e considerou de relevante importância para toda a região o surgimento de um movimento cívico que se propõe promover o debate e reflexão dos assuntos da Ria nas suas múltiplas componentes sociais, culturais, económicas e ambientais.

O MARIA estabelece na sua Carta de Princípios que o Movimento é um fórum cívico, plural, de reflexão, debate, troca de experiências, acção cooperativa e intervenção pública e no espaço público sobre todas as matérias que digam respeito ao ecossistema da Ria de Aveiro (na sua área lagunar e territórios envolventes), considerando as ameaças naturais e os fenómenos de carácter ambiental, nomeadamente as alterações climáticas, a intervenção humana, ou a sua falta, tendo em vista a manutenção de uma realidade socio-económica tal como hoje a conhecemos e que se pretende preservar no futuro.

 

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