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Memórias de 50 edições da Revista Reis

O último “À Palavra” do ano foi dedicado ao Cantar dos Reis de Ovar. Na passada quinta-feira e com a Sala dos Fundadores como cenário, estiveram expostas as 50 capas da Revista Reis editadas entre 1967 e 2016, mote para a última edição desta tertúlia que se associou às comemorações dos 50 anos da Revista Reis, com o n.º51 (2017) acabado de sair da gráfica.

Com moderação de Carlos Nuno Granja, o director do Museu de Ovar, Manuel Cleto e os convidados Maria Luísa Resende, Padre Manuel Pires Bastos e João Costa, foram partilhando, em ambiente reiseiro, memórias dos 50 anos da Revista Reis que estão na origem da própria Troupe da JOC-LOC.

Padre Bastos lembrou que, ao contrário dos tempos de Alves Cerqueira e António Dias Simões da Troupe dos Velhos (1893), que faziam letras adaptadas a melodias, “as letras hoje são mais elaboradas e estilizadas”.

O artista plástico Emerenciano é o autor da capa de significativo número de edições, incluindo as mais recentes, como as que assinalam o meio século da Revista. Sobre ele, Luísa Resende destacaria as expressões artísticas de cada opção de capas, em que “éramos captados de imediato para temas centrais” que “sempre nos surpreendem e merecem reflexão”, acrescentando nesta sua abordagem que, “na arte moderna às vezes parecem imagens grotescas, mas propõem-nos reflexão de temas como a violência e o caos…”.

Como lembrou João Costa, a Revista Reis “surgiria oito anos depois da formação da Trupe JOC-LOC, na sequência do desaparecimento da Troupe Comércio e Indústria”, recordando que, no ano de 1959, dinamizou o aparecimento de nova troupe que viria a afirmar-se através da JOC-LOC como um emblemático representante do valioso património da tradição reiseira em Ovar.

Várias foram ainda as figuras reiseiras, de diferentes épocas – como Amélia Dias Simões e a sua família, a ser lembradas pelos diferentes intervenientes neste À Palavra, cujo indispensável recurso de memórias escritas em papel para guardar com dignidade tantos nomes que se dedicaram a esta centenária tradição continuada por tantas outras gerações. JL

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