Opinião

Mensagens de Ano Novo e outras

As mensagens de ano novo e outras proferidas pelas figuras gradas da nação, não passam, regra geral, de discursos de ocasião, que nada acrescentam ao que tem sido executado ou ao que há-de vir a ser feito.

Com isto não queremos dizer que não vale a pena ouvirmos o que é dito em tais circunstâncias, porque, mesmo assim, acrescentam algo mais ao nosso conhecimento, como parte integrante de sociedade onde estamos inseridos.

E, partindo desta premissa, gostaríamos que o nosso presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, antes e depois de se dirigir ao país, começasse por saudar os portugueses, para, no fim, deles se despedir, o que não tem feito ultimamente, logo, não condizente com o título de ‘o senhor presidente dos afectos’.

Endemia, disse ele

O senhor presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao falar da pandemia que grassa há cerca de dois anos, afirmou que Portugal vive, isso sim, uma “verdadeira endemia”, que, grosso modo, assim se define: – “doença que grassa habitualmente num povo ou numa região e que depende de causas meramente locais”.

Pois bem, a verdadeira “endemia” que grassa em Portugal já tem longos anos de existência, que se resume em sermos quase por completo dependentes de terceiros. A doença é tão grave, que é pior que alzheimer, pois já não sabemos que dela padecemos.

José Amaral

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